Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

O mais velho avião de guerra americano está de volta à batalha

Durante a Guerra do Golfo, o A-10 Thunderbolt II foi responsável pela neutralização de grande parte da artilharia adversária

Ethan Miller/Getty Images

O A-10 Thunderbolt II, desenhado para a Guerra Fria, é velho e feio, mas eficaz. Vai ser usado na luta conta o Estado Islâmico, no Iraque e na Síria.

Por mais de 30 anos, o A-10 Thunderbolt II, mais conhecido por Warthog, teve um papel decisivo nos combates aéreos - atacar alvos ofensivos que ameaçavam tropas no terreno, uma tarefa chamada de apoio aéreo aproximado. O avião, engendrado para a Guerra Fria, é velho e lento. Contudo, surge fortemente blindado e perversamente armado, tornando-se uma arma impiedosamente eficaz.

O impressionante facto de ter sido projetado há mais de 40 anos e nenhum outro exemplar ter sido construído desde 1984, torna-o desta maneira relevante. É por isso que, apesar dos esforços em curso do Departamento da Defesa dos Estados Unidos para o abater, o avião está de volta na luta conta o ISIS (Islamic State in Iraq and Syria - Estado islâmico no Iraque e na Síria), segundo a revista "Wired".



Um número não revelado desses Warthogs foi mobilizado para o Médio Oriente com o objetivo de fornecer cobertura aérea às tropas que combatem o ISIS, algo útil num lugar como o Iraque. O apoio aéreo aproximado é um trabalho essencial que, quando executado corretamente, pode significar a diferença entre a vida e a morte dos soldados. Obriga a voos a altitudes baixas o suficiente para identificar o inimigo, deixando o avião particularmente vulnerável aos ataques terrestres. Pouco mais do que um tanque voador, o A-10 é altamente adequado para o campo de batalha.



O general John F. Campbell, vice-chefe do Exército, disse ao jornal "The Washington Post" que se trata "de uma mudança de jogo. É feio. É alto. Mas quando chega e se ouve o 'pffffff' (do canhão), faz a diferença".



A sua durabilidade e flexibilidade fazem com que o aparelho, que voou pela primeira vez em 1972, seja um dos favoritos dos pilotos. Durante a Guerra do Golfo, foi o responsável pela neutralização de grande parte da artilharia adversária. Contudo, o único problema surge quando se fala da sua manutenção. Por ser um avião velho torna-se mais dispendioso.