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Internacional

Nuclear iraniano. Há progressos, mas acordo nem vê-lo

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Barack Obama participa numa vídeoconferência com John Kerry e o ministro da Energia, Ernest Moniz, os representantes dos EUA nas negociações em Lausana, na Suíça

Pete Souza/EPA

O mundo continua de olhos postos em Lausane, onde seis potências mundiais e o Irão tentam fechar, há mais de uma semana, os últimos detalhes de um acordo sobre o programa nuclear iraniano. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, disse esta quinta-feira que existem progressos nas negociações sobre o programa nuclear do Irão, que por esta hora ainda decorrem em Lausana, na Suíça, mas também desacertos que dificultam um entendimento.   

"Fizemos progressos significativos nas conversações mas ainda não chegámos a acordo sobre as soluções em avaliação", disse Zarif aos repórteres presentes no Beau Rivage Palace Hotel. O diplomata afirmou ainda que se tudo "correr tranquilamente", ainda durante esta quinta-feira, dará uma conferência de imprensa conjunta com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.    

Os ministros dos Negócios Estrangeiros das seis potências mundiais (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) - reunidos desde 25 de março em Lausana - combinaram juntar-se até ao final do dia de hoje, sem a presença do Irão.     

Tentam coordenar estratégias, depois de uma madrugada de intensas negociações com o Irão, que não resultaram em qualquer acordo. Nova tentativa de chegar a um consenso acontecerá mais ao final do dia, avança o jornal israelita "Haaretz".   

A porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Marie Harf, mantinha, na quarta-feira, a mesma esperança das declarações de Zarif, mas dava conta de que impasse poderia continuar: "Continuamos a fazer progressos mas ainda não chegámos a um entendimento político".   

O acordo, que se espera seja definitivo até 1 de julho deste ano, tem como finalidade obrigar o Irão a submeter-se a uma inspeção rigorosa do seu programa nuclear durante pelo menos dez anos, em troca do alívio das sanções impostas pelos EUA, ONU e UE.