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Normalização das relações entre a Ucrânia e a Rússia? Só se a Crimeia voltar a "casa"

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Publicação do Twitter do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, onde está a apertar a mão ao primeiro-ministro japonês. "As cores das gravatas não foram combinadas", brinca Pavlo Klimkin, em referência às cores da bandeira ucraniana.

DR

Não há "forma de normalizar as relações de negócios entre a Ucrânia e a Rússia", a não ser que o Kremlin devolva a península da Crimeia à soberania de Kiev. Quem o diz é o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, que fala também na necessidade de fechar a fronteira russo-ucraniana.

Até que a Crimeia volte à soberania de Kiev, não há "forma de normalizar as relações de negócios entre a Ucrânia e a Rússia", declarou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Pavlo Klimkin, num encontro com o seu homólogo japonês, Fumio Kishida, e o primeiro-ministro Shinzo Abe, em Tóquio.

A Rússia anexou a península da Crimeia há cerca de um ano, pouco antes de se iniciar o conflito armado no leste da Ucrânia.

Klimkin defendeu ainda que é necessário fechar completamente a fronteira russo-ucraniana, para evitar que "mercenários, dinheiro, armamento e tropas rebeldes russas" que "desestabilizam a situação" de cessar-fogo, entrem na Ucrânia. O Ocidente acusa o Kremlin de apoiar os rebeldes pró-russos, mas Moscovo sempre negou.

O ministro ucraniano reiterou a posição do seu Governo quanto ao cumprimento dos acordos de Minsk assinados a 15 de fevereiro, mas sublinhou que Kiev vai usar "todos os meios para defender a integridade e a soberania territorial da Ucrânia", expressando preocupações quanto a novos ataques dos separatistas.

Numa publicação no seu Twitter, Pavlo Klimkin brincou com o facto de ter trazido uma gravata que, ao lado da gravata do primeiro-ministro japonês, combinou as cores da bandeira Ucraniana: azul e amarela.

Um dia antes das declarações de Klimkin, o Secretário de Estado americano John Kerry reuniu-se com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, em Genebra, para debater a crise da Ucrânia. Após 80 minutos de conversações, os representantes das nações saíram "esperançosos".

O encontro dos diplomatas deu-se no fim do discurso do Alto-Comissário das Nações Unidas, Zeid Raad Al-Hussein, que referiu a morte de mais de seis mil pessoas em menos de um ano de conflito na Ucrânia.