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Nigéria. Pelo menos 15 mortos em ataques a mesas de voto

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Nichole Sobecki/AFP/Getty Images

Processo eleitoral na Nigéria está a ser marcado por violência e problemas técnicos, levando a que o sufrágio fosse prolongado até domingo em algumas regiões.

Grupos de atiradores mataram este sábado pelo menos 15 pessoas em ataques a mesas de voto no nordeste da Nigéria, no dia em que decorrem eleições Presidenciais no país. Entre as vítimas encontra-se um político da oposição que foi assassinado na cidade de Gombe, refere a Reuters.



Segundo as autoridades nigerianas, os ataques foram perpetrados por membros do grupo radical islâmico Boko Haram, que depois de cinco anos de insurgência está a intensificar ações violentas no nordeste do país.



A tensão aumenta na Nigéria devido ao receio do candidato da oposição Muhammadu Buhari poder vencer o histórico Presidente Goodluck Jonathan, após algumas sondagens indicarem essa possibilidade. Os eleitores continuam, contudo, divididos face à forte mistura étnica e religiosa no país.



Entretanto, o processo eleitoral está também a ser marcado por uma série de atrasos e problemas técnicos - nomeadamente com o sistema que lê os dados biométricos dos cartões de identificação dos eleitores-, levando a comissão eleitoral da Nigéria a suspender as eleições em algumas zonas do país, prolongando o sufrágio até domingo, segundo a BBC.

O próprio Presidente e candidato à reeleição Goodluck Jonathan teve que esperar cerca de 40 minutos para votar na mesa de voto da sua terra natal, Otuoke, no estado de Bayelsa, devido a questões técnicas.



Violência pode aumentar após as eleições

"Os cidadãos nigerianos estão a ser extraordinariamente pacientes. Nós temos que elogiar o povo da Nigéria pelo seu comportamento ", afirmou à Reuters a secretária de Estado assistente norte- americana para os Assuntos Africanos, Linda Thomas-Greenfield,

A comunidade internacional já alertou a Nigéria para o risco da violência aumentar no período pós-eleitoral. "Estas eleições são um momento de definição para a Nigéria. As pessoas têm uma escolha importante nas suas mãos.Temos que garantir um acordo de paz entre os dois candidatos", declarou, por sua vez, o ex-presidente do Malaui Bakili Muluzi, que está a liderar uma missão de observadores.

As eleições Presidenciais na Nigéria são decisivas para o país - a maior economia africana que lidera a produção de petróleo - após 55 anos de independência marcados por sucessivos golpes militares e movimentos separatistas. Cerca de 69,4 milhões de nigerianos são chamados este fim-de-semana a escolher o próximo Chefe de Estado do país.

Recorde-se que Goodluck Jonathan tem estado envolvido em polémicos casos de corrupção, sendo também acusado de não fazer o suficiente para travar o terrorismo no país.