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Netanyahu. "Irão tem de reconhecer existência de Israel num acordo nuclear"

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DEBBIE HILL/AFP/Getty

Depois de ter consultado os seus principais ministros numa reunião do seu gabinete de segurança, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, exigiu que qualquer acordo sobre o programa nuclear do Irão inclua "um reconhecimento iraniano claro e inequívoco do direito à existência de Israel". 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, exigiu esta sexta-feira que qualquer acordo final sobre o programa nuclear do Irão inclua o reconhecimento pela República Islâmica do direito à existência de Israel."

"Israel exige que qualquer acordo final com o Irão inclua um reconhecimento iraniano claro e inequívoco do direito à existência de Israel", disse Netanyahu num comunicado divulgado pelo seu gabinete.

Também defendeu a necessidade de aumentar a pressão sobre o Irão para obter um melhor compromisso do que o conseguido no acordo de princípio obtido na quinta-feira. "Israel não aceitará um acordo que permite a um país que promete destruir-nos desenvolver armas nucleares", adiantou.

Netanyahu falava depois de ter consultado os seus principais ministros numa reunião do seu gabinete de segurança. Segundo o primeiro-ministro israelita, o acordo conseguido em Lausanne representa um "grave perigo", dado não obrigar o Irão a encerrar instalações ou a destruir centrifugadoras, nem a parar a investigação sobre centrifugadoras avançadas. O acordo "permitirá ao Irão conservar uma vasta infraestrutura nuclear", disse.

No âmbito do acordo conseguido com o designado grupo "5+1" (que inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, China, França, Rússia, Reino Unido - e a Alemanha), o Irão poderá manter um programa nuclear muito reduzido e debaixo de estrito controlo em troca de vários apoios económicos e políticos. Israel é considerada a única potência nuclear do Médio Oriente e não assinou o Tratado sobre a não-proliferação das armas nucleares (TNT).