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Nepal continua a tremer. Número de mortos ascende a 2500

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FOTO Navesh Chitrakar/REUTERS

O cenário é devastador. Número de vítimas não para de aumentar, enquanto as equipas de resgate intensificam as buscas por sobreviventes, numa altura em que se multiplicam as réplicas. Entretanto, vários países já disponibilizaram ajuda ao Nepal na sequência do maior sismo em 80 anos.

É a corrida contra o tempo. As equipas de resgate estão a intensificar as buscas na esperança de encontrarem sobreviventes, na sequência do violento sismo que fez tremer no sábado o país. Várias réplicas têm sido entretanto sentidas esta manhã, uma delas com magnitude 6,7 na escala de Richter, que causou uma nova avalanche no Evereste.

Segundo o último balanço oficial, o número de mortos subiu para 2500, devendo ser ainda superior uma vez que centenas de pessoas continuam soterradas nos escombros dos edifícios que colapsaram. "Acreditamos que ainda há pessoas debaixo dos escombros", disse à Reuters um elemento de uma equipa de resgate.

Com máscaras para evitar o pó dos edifícios e o auxílio de cães, as equipas procuram por sobreviventes num cenário de caos. "Muitas ruas estão bloqueadas, há muito entulho o que dificulta as operações", afirmou à BBC a porta-voz da Cruz Vermelha, Penny Sims.

Milhares de pessoas passaram esta noite nas ruas com receio de voltarem para as suas casas - com cobertores e sacos com alguns pertences.

Só na capital Katmandu - onde o sismo foi especialmente sentido - morreram pelo menos 700 pessoas, sendo que as autoridades referem que é difícil avaliar o impacto nas zonas rurais uma vez que as comunicações também foram afetadas.

O terramoto foi sentido também no Monte Evereste, tendo provocado avalanches que causaram pelo menos 20 mortos e 61 feridos. Entre as vítimas mortais encontra-se Dan Fredinburg, um executivo da Google, confirmou a empresa em comunicado.



Na Índia registaram-se 49 mortos devido ao terramoto, enquanto o Tibete e o Bangladesh avança 12 e quatro vítimas, respetivamente.

Cerca de 300 mil turistas estrangeiros estão nesta altura no Nepal, pelo menos sete deles portugueses. Todos já foram localizados e "encontram-se bem", segundo avançou à SIC a Secretaria de Estado das Comunidades.

 ONU estima 6,6 milhões de afetados pelo sism

O Governo nepalês declarou o estado de emergência e vários países já ofereceram ajuda internacional. "Estamos prontos para ajudar o Governo do Nepal a responder a esta terrível tragédia. Serão envidados todos os esforços para assistir aqueles que precisam de auxílio", declarou o coordenador das Nações Unidas (ONU) no Nepal, Jamie McGoldric, sublinhando que poderão ser afetadas pelos sismo cerca de 6,6 milhões de pessoas.

Logo no sábado, a Índia enviou equipas de resgate e helicópteros para ajudar as operações. Entretanto, a China anunciou que vai enviar mais de 60 elementos e cães farejadores, enquanto o Japão disponibilizou uma equipa de 70 especialistas de resposta a catástrofes. A União Europeia e os EUA também já ofereceram auxílio.    

O Fundo Monetário Internacional disse por sua vez, em comunicado, que o organismo está a trabalhar em cooperação com o Banco Mundial, o Banco Asiático de Desenvolvimento e outras organizações "para avaliar o impacto da catástrofe e perceber a melhor forma de ajudar o país".

Um sismo de magnitude 7.9 na escala de Richter fez tremer no sábado o Nepal, tendo sido sentido também em países vizinhos. O abalo ocorreu às 12h locais (7h em Lisboa)  e teve o epicentro localizado a 80 quilómetros a leste de Pokhara, a dois quilómetros de profundidade - sendo já considerado o pior terramoro no país desde 1934, quando morreram 8500 pessoas.

[Atualizada às 17h32]