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Nem Obama está seguro. Hackers russos leram emails do Presidente

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FOTO Jonathan Ernst/Reuters

Piratas informáticos russos acederam aos e-mails de funcionários da Casa Branca e muito provavelmente de pessoas exteriores que mantêm comunicações regulares com o Presidente norte-americano. Caso já está a ser investigado.

Um grupo de hackers russos invadiu o sistema informático da Casa Branca no final do ano passado, tendo acedido a correspondência "não classificada" de Barack Obama. A informação é avançada este domingo pelo jornal "New York Times", que cita altos funcionários norte-americanos, referindo que o ataque pode ter sido "mais intrusivo e preocupante" do que aquilo que foi divulgado esta semana pelo Governo. O caso já está a ser investigado.

De acordo com o jornal, os hackers - que entraram na rede de computadores do Departamento de Estado norte-americano - tiveram acesso aos e-mails de funcionários da Casa Branca, com respostas do Presidente, e muito provavelmente de pessoas exteriores que mantêm comunicações frequentes com Obama. 

"É o ângulo russo que preocupa. O que é particularmente alarmante é o facto de os piratas serem russos", afirmou uma das fontes do jornal, sublinhando desconhecer se os hackers estariam a trabalhar para o governo de Moscovo. Sabe-se apenas que os ataques informáticos coincidiram com a anexação da Crimeia por parte da Rússia, numa altura em que o governo norte-americano estava preocupado com a escalada da violência no leste de Ucrânia.

Os piratas poderão ter tido acesso a informações sensíveis da administração norte-americana e do próprio Presidente - informação rotineira como horários, trocas de e-mail com embaixadores ou funcionários, legislação ou outros assuntos políticos -  embora os temas altamente sensíveis não sejam transmitidos por mail. 

"Este foi um dos atos mais sofisticados que já vimos", disse um alto funcionário americano que está a par da investigação.

Os servidores que controlam as mensagens do BlackBerry, utilizado por Obama - que se recusa a usar iPhone por razões de segurança - não foram contudo alvo de intrusão por parte dos hackers.

Na quinta-feira, o secretário de Defesa Ashton Carter reconheceu o ataque aos sistemas não classificados do Pentágono, garantindo que a situação já estava normalizada e que foi aberta uma investigação.



Segundo o "New York Times", a descoberta dos ataques de hackers levou a uma paralisação parcial do sistema de e-mail da Casa Branca, tendo a situação sido resolvida em outubro. No entanto, o Departamento de Estado norte-americano continua mais permeável a ataques.