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Nelson Mandela morreu há um ano e a África do Sul não o esquece

Faz um ano que Nelson Mandela morreu e os sul-africanos já começaram a celebrar a data. As ações prolongam-se até ao próximo domingo.

KIM LUDBROOK/EPA

As celebrações começaram esta sexta-feira e prolongam-se até domingo. Orações, um jogo de críquete e atuações de artistas são algumas das ações organizadas para assinalar o primeiro aniversário da morte do ex-líder sul-africano. 

Orações, colocação de coroas de flores pelos veteranos da luta contra o apartheid, um jogo de críquete amigável, atuações de artistas e desfiles de motas marcam o primeiro aniversário da morte de Nelson Mandela, que se assinala esta sexta-feira.

Sinos, buzinas e vuvuzelas soarão durante três minutos e sete segundos, seguidos de três minutos de silêncio - liderados pelo vice-presidente Cyril Ramaphosa - e de uma cerimónia simbólica. Os festejos prolongam-se até ao próximo domingo.

No contexto das celebrações, o arcebispo emérito Desmond Tutu, que foi Nobel da Paz em 1984, pediu a todos os sul-africanos que seguissem o exemplo do ex-Presidente sul-africano. "A nossa obrigação para com Madiba é continuar a construir a sociedade que ele concebeu, fundada nos Direitos Humanos e na ideia de que todos podemos viver em dignidade, juntos. A nossa obrigação é seguir o seu exemplo", disse o arcebispo, citado pelo jornal "The New York Times". Referiu-se ao ex-líder pelo nome do seu clã em língua xhosa, pelo qual é conhecido popularmente [Madiba].

Patrick Craven, porta-voz daquele que é considerado o movimento operário mais poderoso do país, disse que Mandela "serviu a África do Sul e toda a Humanidade, de uma forma que ninguém fez nem é provável que venha a fazer num futuro próximo. Ele deixou-nos, assim como às futuras gerações, a tarefa de continuar esse desafio", referiu, também citado pelo jornal norte-americano.

Depois de três décadas na prisão, Nelson Mandela ajudou a pôr fim ao apartheid na África do Sul e tornou-se o primeiro Presidente a ser eleito por sufrágio universal, em 1994. Cumpriu um único mandato, de 1994 a 1999, tendo-lhe sucedido o então vice-presidente, Thabo Mbeki.

Mandela morreu a 5 de novembro de 2013. Tinha 95 anos.