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Negociações gregas aceleram com vista um pré-acordo no domingo

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FOTO LOUISA GOULIAMAKI/AFP/Getty

O objetivo é que o documento possa ser aprovado na próxima reunião do Eurogrupo a 11 de maio, numa altura em que a Grécia enfrenta sérios problemas de liquidez.

As negociações entre o Executivo helénico e o chamado Grupo de Bruxelas - constituído pela Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) - deverão acelerar o ritmo esta quinta-feira com vista a um pré-acordo sobre o programa de reformas. O objetivo é que esse documento possa ser aprovado na próxima reunião do Eurogrupo a 11 de maio, numa altura em que o país enfrenta sérios problemas de liquidez.

De acordo com a Bloomberg, que cita três fontes ligadas ao processo, um dos sinais que mostra a vontade do Governo grego alcançar em breve um acordo com os credores é o facto de o primeiro-ministro Alexis Tsipras ter assumido um papel mais interventivo nas negociações com a nomeação de um coordenador para liderar esse processo, Euclid Tsakalotos, ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros.



"O Grupo de Bruxelas vai reunir-se em clima positivo para discutir as reformas que a Grécia está a elaborar para chegar a uma solução reciprocamente útil", pode ler-se num comunicado do Governo grego.

Segundo o jornal "Ekathimerini", as novas medidas propostas pelo Executivo helénico deverão gerar 1,3 mil milhões de euros.

"O Governo grego está pronto para uma solução honesta com os credores que permita desbloquear a ajuda e pôr fim à asfixia financeira causada pelo memorando", declarou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, em declarações à rádio Sto Kokkino.

O governante grego disse esperar que as negociações possam conduzir a uma normalização da situação do país, de forma a entrar numa fase de recuperação económica a partir de junho.

Euclid Tsakalotos avisou, contudo, que o Governo grego não vai ceder em certas "linhas vermelhas", referindo-se a alguns limites que Atenas considera "inflexíveis."

"Quando se tem um plano político é preciso encontrar soluções e fazer  alguns compromissos", afirmou Euclid Tsakalotos.

Entretanto, uma fonte europeia citada pela AFP alertou que a data de domingo poderá ser demasiado "otimista", lembrando vários pontos em que os gregos parecem não querer ceder.

Recorde-se que esta semana Alexis Tsipras admitiu a realização de um referendo no país, caso o Executivo grego seja "obrigado" a aceitar as condições da troika - que vão contra a promessa eleitoral de acabar com a austeridade -  para alcançar um acordo com os credores.

O acordo com os credores é fundamental para a Grécia resolver os seus problemas de liquidez, com o desembolso de uma fatia de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo.