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Internacional

Nações Unidas aprovam embargo de armas aos rebeldes houthis do Iémen

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Foram 14 membros do Conselho de Segurança a votar a favor e nenhum contra. A Rússia absteve-se depois de insistir num embargo abrangente.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deu 'luz verde' ao embargo de armas aos rebeldes xiitas houthis do Iémen, o país mais pobre entre as nações árabes. 

A resolução, patrocinada pelos estados do Golfo pérsico e Jordânia, contou com 14 votos a favor entre os 15 membros. Não houve nenhum contra, apenas uma abstenção. A Rússia, que mantém relações fortalecidas com o Irão, não avançou com o argumento de que algumas das suas condições não tinham sido incluídas no texto redigido.

"Os co-patrocinadores recusaram-se a integrar os requisitos exigidos pela Rússia e dirigidos a todos os lados do conflito, para interromperem rapidamente o fogo e darem início às negociações de paz", afirmou o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, logo após a votação, cita a "Reuters"."Insistimos que o embargo deve ser abrangente. É sabido que o Iémen está inundado de armas", sublinhou. 

A situação deteriorou-se no fim de março com a coligação liderada pela Arábia Saudita a lançar ataques aéreos contra locais militares estratégicos dos houthis no Iémen, a fim de travar a sua ofensiva depois de já controlarem a capital Saana e o norte do país. Os houthis invadiram Saana em setembro do ano passado e obrigaram o atual presidente Abedraboo Mansur Hadi a fugir do país.

Além do embargo de armas, a resolução da ONU determinou ainda sanções a Abdulmalik al-Houthi, o líder das milícias, e Ahmed Ali Abdallah Saleh, filho mais velho do ex-presidente iemenita Ali Abdallah Saleh já sancionado em novembro passado junto com outros dois altos dirigentes pelo apoio aos xiitas. Ambos ficam com os bens congelados e têm os vistos negados para entrar em qualquer país. O departamento do Tesouro norte-americano também anunciou sanções ao adicionar os dois nomes na lista negra. Os ativos em território norte-americano passam a estar congelados e os cidadãos norte-americanos não podem negociar com eles.  

O Irão, um dos maiores aliados dos houthis, propôs esta terça-feira um plano de paz, que incluia um cessar-fogo mediado por negociadores externos e ajuda humanitária. A proposta falhada da Rússia no início deste mês previa "pausas humanitárias obrigatórias e regulares nos ataques aéreos" a fim de permitir em  segurança a distribuição de ajuda e a evacuação.