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Internacional

Na mensagem de Natal, Papa condena "brutal perseguição" do Estado Islâmico

"Há tantas lágrimas", disse Francisco a Roma e ao Mundo, na segunda mensagem de Natal do seu pontificado

Franco Origlia/Getty Images

Perante uma multidão de fiéis no Vaticano, Francsico pede fim da violência e lamenta que "muitas crianças" sejam vítimas, referindo o recente ataque numa escola do Paquistão.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

Fundamentalismo, um dos principais alvos da tradicional mensagem de Natal do Papa. Não mencionou o Estado Islâmico, mas Francisco focou a "perseguição brutal" a minorias no Iraque e na Síria, que "sofrem há muito com este conflito", e lembrou o sofrimento das crianças ao redor do mundo.

"Peço-lhe, ao Salvador do Mundo, que olhe para os nossos irmãos e irmãs no Iraque e na Síria, que há muito tempo têm sofrido os efeitos do conflito em curso, e que, juntamente com aqueles que pertencem a outros grupos étnicos e religiosos, estão a sofrer uma perseguição brutal", declarou na manhã deste domingo, desejando que o Natal leve "esperança" a "muitos deslocados, exilados, refugiados, crianças, adultos e idosos dessa região e de todo o mundo".

Milhares de pessoas deslocaram-se à Praça de São Pedro, no Vaticano, para a benção 'Urbi et Orbi' à cidade e ao mundo. Na segunda mensagem de Natal do seu pontificado [foi eleito a 13 de março de 2013], Francisco disse que "há tantas lágrimas" neste Natal com as guerras, tráfico e doenças, e pediu conforto às famílias das crianças vítimas de maus-tratos.

"Jesus salve as demasiadas crianças vítimas de violência, transformadas em objeto de comércio ilícito e tráfico de pessoas, ou forçadas a tornar-se soldados. Dê conforto às famílias das crianças que, na semana passada, foram assassinadas no Paquistão", pediu a partir da Basílica de São Pedro, cita a Agência Ecclesia.  

O Sumo Pontífice argentino condenou também os raptos e massacres na Nigéria, numa alusão ao Boko Haram, apelou a um "novo caminho de reconciliação" para fazer frente à violência na Ucrânia, insistiu no apelo à paz no Médio Oriente através "de um efetivo esforço" ao diálogo entre israelitas e palestinianos. Deixou ainda uma palavra de agradecimento e solidariedade a todos os que ajudam no combate ao Ébola, "em especial na Libéria, Serra Leoa e Guiné".