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Museu do Bardo reabre menos de uma semana depois do atentado

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O museu do Bardo reabre esta terça-feira, depois de algumas alterações ao nnível da segurança

Ana Baião

Após o atentado da passada quarta-feira reinvindicado pelo autodenominado Estado Islâmico, o museu do Bardo, na capital da Tunísia, reabre ao público. Ataque causou "poucos danos".

O museu do Bardo, em Tunis, vai reabrir ao público na terça-feira porque o atentado de quarta-feira lhe causou poucos danos e as peças arqueológicas estão intactas, anunciou hoje o conservador do museu, Moncef Ben Moussa.

"Ao nível do museu, não existem verdadeiros danos. Apenas coisas pequenas, reparáveis. As peças arqueológicas estão intactas", disse o conservador.

Segundo Ben Moussa, estão a ser feitos trabalhos para reforçar a segurança."Isto não significa que faltem medidas de segurança, mas havia em alguma parte uma falha que é preciso reparar", disse.

O próprio chefe de Estado tunisino, Béji Caïd Essebsi, já reconheceu a existência de deficiências na segurança do museu. 

O atentado de quarta-feira contra o principal museu da Tunísia, foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico e causou a morte a 20 turistas estrangeiros e a um policia tunisino. Os autores do atentado também foram abatidos

O Presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, afirmou este domingo à televisão Itele e à rádio Europe 1 que um terceiro autor do atentado está em fuga.

O Mouseu do Bardo é um dos locais mais procurados pelos visitantes da capital Tunisina. Localizado junto ao Parlamento, é "um local cheio de história, (...) onde se encontram todos os elementos do património histórico tunisino e em particular os patrimónios arqueológicos romanos e púnicos", diz Yves Marek, diplomata francês de origem tunisina, citado pelo jornal francês "Le Figaro". Para Marek, o objetivo do ataque era "atacar a identidade da Tunísia".