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Internacional

Mulheres libertadas na Nigéria não são as mesmas que o Boko Haram raptou há um ano

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Duzentas jovens e 93 mulheres foram resgatadas terça-feira na floresta de Sambisa.

Das 293 vítimas libertadas esta terça-feira das mãos dos extremistas Boko Haram, nenhuma delas pertence ao grupo de estudantes raptadas em abril do ano passado no liceu de Chibok, na Nigéria. A confirmação foi dada à agência Associated Press pelo coronel nigeriano Sani Usman . 

Quando as Forças Armadas divulgaram terça-feira a libertação das 200 jovens e 93 mulheres na floresta de Sambisa, no nordeste da Nigéria, muitas pessoas expressaram no Facebook e no Twitter a esperança de algumas delas pertencerem às 276 meninas raptadas no ano passado. Mas encontrá-las torna-se cada vez mais difícil. O fundador do grupo fundamentalista Boko Haram, Abubakar Shekau, já disse que muitas delas converteram-se ao Islão e as que não quiseram foram vendidas como escravas. 

Uma fonte militar, citada pela Associated Press, afirmou que algumas das mulheres resgatadas esta terça-feira foram utilizadas como escudos humanos pelo Boko Haram, colocando-as na primeira linha de defesa. Outras foram ainda obrigadas a lutar pelos radicais islâmicos, afirmou uma fonte aos jornalistas locais. 

O grupo fundamentalista já raptou milhares de jovens e mulheres, utilizando-as como escravas sexuais e combatentes.

As tropas nigerianas deram início a uma operação militar contra o Boko Haram há alguns meses, coligadas a exércitos dos Camarões e Chade. O grupo extremista já perdeu vários territórios, entretanto, e foi recuando para a floresta de Sambisa, local onde os soldados já destruíram três campos de terroristas.