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Muhammadu Buhari é o novo Presidente da Nigéria

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O candidato Muhammadu Buhari (à esquerda) votou em Daura, no estado de Katsina

EPA

O ex-general Muhammadu Buhari está de regresso ao poder, trinta anos depois.

A comissão eleitoral nigeriana anunciou, esta terça-feira ao final da tarde, a vitória de Muhammadu Buhari nas eleições presidenciais do passado domingo, numa altura em que quase todos os votos foram contados.

O candidato derrotado e ainda Presidente do país, já aceitou a derrota e congratulou Buhari, segundo avançou a agência de notícias AFP. 

A Reuters noticiou que o Congresso de Todos os Progressistas, do candidato Buhari, venceu com uma vantagem 2,1 milhões de votos. Conseguiu 15,4 milhões de votos contra apenas 13,3 milhões do ainda Presidente Goodluck Jonathan.

Os resultados parciais, conhecidos ao início da manhã, davam já uma clara vantagem de cerca de dois milhões de votos ao ex-general Buhari, quando ainda não estavam contabilizados os votos em alguns dos mais populosos estados do sul do país.

Buhari regressa assim ao poder, onde já esteve entre 1983 e 1985, após um golpe de Estado.

O país, que é o mais populoso de África e o sétimo em todo o mundo, tem de acordo com as últimas estimativas (2013) mais de 174 milhões de habitantes. 

Partidos denunciam irregularidades 

A comissão eleitoral (Inec) não tinha voltado a pronunciar-se sobre os resultados das eleições, desde segunda-feira à noite, e foi acusada de fraude por membros do Partido Democrático Popular (PDP), no poder.

Ambos os partidos que disputam a liderança denunciaram irregularidades no processo eleitoral.

Domingo, os eleitores nigerianos arriscaram muito na ida às urnas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a "determinação e resiliência" dos votantes, que sofreram a ameaça de ataques dos extremistas islâmicos do Boko Haram em várias regiões do país.    

A Comissão Nacional para os Direitos Humanos anunciou que 50 pessoas foram mortas durante o ato eleitoral.   

As eleições tinham sido adiadas seis semanas para permitir que as autoridades pudessem controlar a violência do Boko Haram sobre os eleitores.

Notícia atualizada às 18h20