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Muçulmanos atiraram cristãos ao mar em barco de imigrantes

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A Itália continua a ser a principal porta de entrada na Europa de migrantes africanos, via Mediterrâneo

Antonio Parrinello/Reuters

A polícia italiana anunciou a detenção de 15 muçulmanos acusados de terem causado a morte de 12 cristãos que se encontravam na mesma embarcação no meio do Mediterrâneo.

"Assassínio múltiplo agravado devido a ódio religioso" é a acusação de que são alvo 15 muçulmanos que supostamente terão atirado borda fora, causando a sua morte, 12 cristãos que se encontravam a atravessar o Mediterrâneo, num bote de borracha, que levava a bordo 105 pessoas que tentavam chegar à Europa.

A polícia italiana soube do sucedido através dos relatos de sobreviventes, que se encontravam na embarcação intercetada. Os restantes cristãos, que se encontravam a bordo, conseguiram permanecer na embarcação graças a terem formado uma "corrente humana" que lhes permitiu fazer frente ao ataque.

As vítimas eram nigerianos e ganeses. Os suspeitos, que se encontram detidos em Palermo, eram da Costa do Marfim, Mali e Senegal.

A embarcação terá partido da Líbia na terça-feira, com 105 pessoas a bordo que procuravam entrar ilegalmente na Europa, mas acabou por ser intercetada por um barco italiano e os passageiros transferidos para um navio do Panamá, que os transportou até Palermo na quarta-feira.

O incidente ocorreu no mesmo dia em que outros 41 imigrantes foram dados como desaparecidos, provavelmente terão morrido após o barco insuflável em que se encontravam no Mediterrâneo ter afundado.

Inúmeros imigrantes continuam a morrer nas águas do Mediterrâneo, após tentarem fazer a viagem em embarcações precárias e sobrelotadas. Só desde o último fim de semana já chegaram à costa italiana vindas da Líbia mais de 10 mil pessoas, segundo indicou a guarda costeira italiana.