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Ministro palestiniano morre após confrontos com militares israelitas

Ziad Abu Ein morreu pouco tempo depois de se ter envolvido num conflito com soldados israelitas ,durante uma ação de protesto na Cisjordânia ocupada.  

Um ministro palestiniano morreu esta quarta-feira depois de se ter envolvido num violento confronto com soldados israelitas, na aldeia de Turmus Ayya, na Cisjordânia ocupada.

O Expresso apurou junto do diário israelita "Haaretz" que Ziad Abu Ein, ministro sem pasta responsável pela questão dos colonatos israelitas e do muro da separação na Cisjordânia, morreu depois de ter sido atacado com gás lacrimogéneo, durante uma ação de protesto.

Segundo um fotógrafo da Reuters, o ministro palestiniano foi agredido por dois soldados israelitas, tendo sido atingindo no pescoço por um deles. Ahmed Bitawi, diretor de um hospital em Ramallah, citado pela France Press, diz que o ministro "foi martirizado depois de ser espancado no peito".

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, considera que o ataque foi uma "ação bárbara, que não pode ser aceite ou tolerada". "Vamos tomar as medidas necessárias depois de termos os resultados da investigação ao incidente", referiu  à BBC.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad al-Maliki, também condena o ataque e garante que "Israel vai pagar pelo assassínio" do seu colega de governo.

Um grupo de ativistas palestinianos da organização governamental liderada por Abu Ein, o Comité para a Resistência aos Colonatos e ao Muro, dirigia-se a um terreno agrícola perto da cidade de Turmus Aya para plantar árvores (oliveiras), quando foi atacado com gás lacrimogéneo por soldados israelitas.

Ziar Abu Ein, que se encontrava no grupo, envolveu-se no confronto. Ainda foi levado de ambulância, mas acabaria por morrer a caminho do hospital.