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Internacional

Ministro grego ameaça o Eurogrupo (e Berlim) com abertura de fronteiras - incluindo a jiadistas

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FOTO LOUISA GOULIAMAKI/AFP/Getty

Palavras do ministro grego da Defesa: Panos Kammenos diz que se o Eurogrupo  não aprovar o empréstimo à Grécia, serão abertas as fronteiras de Atenas, podendo ser uma via de entrada na Europa para os jiadistas. 

O ministro da Defesa e líder do partido da coligação Gregos Independentes, Panos Kammenos, deixou no domingo um aviso ao Eurogrupo, que só foi conhecido segunda-feira: ou os ministros das Finanças da zona euro aprovam o prolongamento do empréstimo ao país ou a Grécia abrirá as fronteiras a migrantes ilegais, devendo constituir "uma onda humana que vai até Berlim". 

"Se eles [Eurogrupo] tentarem atacar a Grécia, deverão saber que vamos suspender a aplicação do regulamento de Dublin II imediatamente e os imigrantes podem levar os seus documentos de identificação e ir para Berlim. Se houver entre os imigrantes alguns que sejam apoiantes do Estado Islâmico, isso será da responsabilidade da Europa", declarou o governante helénico, citado pela AP, durante uma reunião do partido.

Panos Kammenos foi perentório: "Se a Europa nos deixar nesta crise, vamos inundá-la com imigrantes e o pior é que nesse grupo vão estar jiadistas do Estado Islâmico. Entregaremos a estes imigrantes de todos o lados os documentos de que necessitam para viajar livremente no Espaço Schengen. Portanto, esta onda humana poderá ir diretamente para Berlim", acrescentou.

O ministro grego sublinhou ainda que chegam diariamente novos imigrantes ilegais ao país, registando-se neste momento cerca de 10 mil que estão em centros de acolhimento e detenção.

Centros de acolhimento e detenção em dificuldades

Entretanto, o presidente da câmara de Atenas, Giorgios Kaminis, manifestou esta terça-feira preocupação relativamente a centenas de imigrantes enviados para centros de acolhimento, que poderão estar a passar por dificuldades.

"É verdade que temos registado um número cada vez maior de edifícios que estão a ser usados para acolher imigrantes, mas na verdade necessitamos de fundos que simplesmente não existem", afirmou Giorgios Kaminis, citado pelo jornal grego "Ekathimerini".

O responsável admitiu mesmo que a maioria dessas instituições já se debatem com dificuldades para alimentar os imigrantes, esperando que a Comissão Europeia possa apoiar o novo programa de imigração grego após a deslocação de uma delegação do país a Bruxelas na quinta-feira.