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Internacional

Milhares desfilam em Washington contra violência racial

Milhares de pessoas desfilaram nas ruas de Washington para exigir mais "justiça para todos"

PETE MAROVICH/EPA

Os norte-americanos sairam à rua para pedir mais "justiça para todos".

Milhares de pessoas desfilaram hoje nas ruas de Washington em protesto contra a violência racial da polícia, na sequência de diversos casos de morte de cidadãos negros por polícias brancos nos Estados Unidos.

"Justiça para todos" foi uma das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes - convocados pela Rede de Ação Nacional, uma associação fundada pelo reverendo Al Sharpton, um dos principais líderes da comunidade afro-americana dos EUA -, que se concentraram na Praça da Liberdade, perto da Casa Branca, no centro da capital federal.

Os participantes iniciaram a partir desse local e em "ambiente festivo", segundo a agência noticiosa Efe, um desfile em direção ao Capitólio, sede do Congresso, exibindo cartazes com as frases "As vidas negras importam" ou "O racismo é uma doença letal".

"Isto não é uma marcha branca ou uma marcha negra. Isto é uma marcha norte-americana, para que os direitos de todos os cidadãos sejam protegidos", afirmou Sharpton.

Os participantes recordaram os três casos mais recentes de violência policial sobre negros.

"Este é um momento histórico", disse Gwen Carr, a mãe de Eric Garner, que vestia uma camisola com a frase "Não consigo respirar", pronunciada pelo seu filho antes de falecer em julho em Nova Iorque, quando estava a ser manietado por diversos polícias.

As tensões raciais impeliram o Presidente Barack Obama a reafirmar recentemente o seu compromisso em melhorar da relação entre a polícia e as minorias do país.

O primeiro Presidente negro da história dos Estados Unidos sublinhou, a 3 de dezembro, "a inquietação de demasiadas comunidades de minorias por não serem tratadas de forma justa pelas forças da ordem". 

"Este é um problema dos Estados Unidos, quando alguém deste país não é tratado com igualdade perante a lei. É um problema e, como Presidente, o meu trabalho é ajudar a resolvê-lo", afirmou Barack Obama.

Os protestos estenderam-se a outras cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova Iorque, Boston e San Francisco.