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Merkel. "A Grécia tem que voltar a crescer"

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A chanceler afirmou que a Alemanha tem interesse em manter boas relações com todos os países europeus, incluindo a Grécia. E defendeu que Atenas tem que se tornar "economicamente forte". 

Na conferência de imprensa conjunta desta segunda-feira, após o primeira reunião bilateral, Angela Merkel enunciou um discurso na mesma linha de Alexis Tsipras, assente sobretudo em dois pontos: necessidade de cooperação e fim dos estereótipos.

A chanceler alemã alertou, contudo, que é essencial Atenas levar a cabo as medidas que combatam os problemas estruturais do país e que se alcance um acordo sobre o programa de reformas grego: "A Grécia tem de voltar a crescer economicamente e superar problemas como o seu elevado desemprego, sobretudo o desemprego jovem, para levar por diante as reformas com que está comprometida", afirmou Merkel.

Defendendo a união e a solidariedade europeias, a governante germânica garantiu que o país está interessado em manter um bom relacionamento com Atenas. "Todos os Europeus são iguais. A Alemanha tem interesse em manter boas relações com todos os países europeus, incluindo a Grécia", frisou.

"Queremos a uma Grécia economicamente forte, que cresça e que combate o atual nível de desemprego. Queremos cooperar, como membros da União Europeia e da NATO"



Angela Merkel sustentou ainda que todos os países têm a mesma importância na União Europeia, independentemente do número de habitantes. "É isso que caracteriza a nossa união e a existência pacífica na Europa", disse a chanceler, frisando que quer que a Grécia se torne num país "economicamente forte".

"Apesar da Alemanha ser a maior economia da União Europeia, e que tem 80 milhões de habitantes, esta Europa está construída sobre o princípio de igualdad entre todos los Estados membros, independentemente da sua dimensão", sublinhou.

E reiterou a importância de um saudável relacionamento bilateral. "Queremos dar-nos bem não só com vizinhos como a Polónia, mas também com a Grécia. Os estereótipos andam na cabeça das pessoas, mas isso é um processo muito difícil. Quando a crise começou falava-se nos italianos, nos irlandeses, mas cada país é diferente e é aí que devem acabar os estereótipos", acrescentou.

Tal como o primeiro-ministro já tinha defendido na sua declaração, Angela Merkel também assegurou que a Alemanha se vai esforçar por um futuro comum."Quero salientar este espírito de que somos todos iguais. Temos consciência do passado, mas também consciência do futuro, a  União Europeia é tão valiosa que temos que fazer esse esforço", concluiu.