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Mario Draghi. Resposta à crise "está nas mãos do governo grego"

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O presidente do BCE deslocou-se a Washington para participar das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

Pete Marovich/EPA

O presidente do Banco Central Europeu defende que "é preciso mais trabalho, muito mais trabalho e urgente".

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, considerou hoje que a resposta à crise da Grécia "está nas mãos do governo grego" e defendeu que "é preciso mais trabalho, muito mais trabalho e urgente". 

"Todos queremos que a Grécia tenha sucesso. A resposta está mas mãos do governo grego", afirmou Draghi em Washington, indicando, no entanto, que a zona euro está agora "mais preparada do que em 2012, 2011 ou 2010" se a situação piorar.

O presidente do BCE, que se deslocou a Washington para participar das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, fez estas declarações numa altura em que prosseguem as negociações entre representantes das instituições credoras da Grécia e representantes do governo grego, com o objetivo de alcançar um acordo de princípio que permita ao Eurogrupo pronunciar-se sobre o financiamento ao país, no próximo dia 24, numa reunião em Riga. 

Os credores pedem a Atenas que se comprometa com uma lista de reformas, antes de ser desbloqueada a 'tranche' de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012 ao país.

O dirigente do BCE pediu reformas "em números" e exigiu que o governo grego, liderado pela formação de esquerda radical Syriza, esteja atento ao "impacto orçamental" das suas propostas.

Draghi recusou especular sobre uma situação de incumprimento por parte da Grécia, que poderia levar a uma saída da zona euro, mas sublinhou que esta se dotou de instrumentos para o risco de contágio que "seriam utilizados em caso de escalada da crise".

Draghi reconheceu ainda que a zona euro entraria em "território desconhecido" se a crise grega piorasse.