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Marcha contra o terrorismo reúne milhares em Túnis

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FOTO FETHI BELAID/AFP/Getty Images

O chefe de Estado francês, François Hollande e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, o presidente do Gabão, Ali Bongo, e o seu homólogo palestino, Mahmud Abbas, participaram no desfile junto ao museu do Bardo, que foi alvo de um atentado no passado dia 18 de março, que causou 22 mortos.

O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi e diversos altos responsáveis estrangeiros, juntaram-se este domingo ao meio-dia à marcha "contra o terrorismo" que decorreu em Túnis numa reação ao ataque contra o Museu Nacional do Bardo.



O chefe de Estado francês, François Hollande e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, o presidente do Gabão, Ali Bongo, e o seu homólogo palestino, Mahmud Abbas, participaram no desfile oficial junto ao museu, disseram jornalistas da agência de notícias AFP.



Os líderes caminharam percorrendo uma centena de metros num perímetro completamente isolada por centenas de policiais e soldados com armas automáticas e coletes à prova de balas.



O cortejo saiu do Parlamento, ao lado do museu, e os líderes entraram na densa multidão de funcionários e jornalistas, tendo formado uma fila onde estavam o chefe do Estado tunisino, François Hollande e o presidente do Parlamento da Tunísia, Mohamed Ennaceur.



O desfile oficial percorreu o recinto onde o Parlamento e o Museu Nacional do Bardo estão localizados, tendo os altos dignatários inaugurado um monumento à memória das vítimas.



Atrás deles, separado pela polícia, uma multidão de manifestantes respondeu ao apelo de Caid Essebsi para protestarem contra o ataque ao museu realizado a 18 de março e que fez 22 mortos (21 turistas e um polícia tunisino).



Milhares de tunisinos iniciaram hoje de manhã uma marcha "contra o terrorismo" em Túnis, a capital do país, depois do massacre contra turistas estrangeiros no Museu Nacional do Bardo, há pouco mais de uma semana.



Cerca de 12.000 pessoas concentraram-se no ponto de partida desta manifestação, segundo a polícia, e muitos envergam bandeiras tunisinas, ao mesmo temo que cantam "a Tunísia é livre, fora o terrorismo".



O ataque contra o Museu Nacional do Bardo, o mais prestigiado do país e localizado ao lado do Parlamento, fez 21 mortos, na sua maioria turistas, e foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).



Portugal está representado pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, e pelo vice-presidente da Assembleia da República, Miranda Calha.

O ataque de 18 de março foi perpetrado por dois homens armados, que abriram fogo contra dezenas de turistas estrangeiros.



Em janeiro deste ano, outra marcha contra o terrorismo conseguiu reunir em Paris entre 1,2 a 1,6 milhões de pessoas e cerca de 50 líderes mundiais.

A iniciativa, que decorreu a 11 de janeiro, foi promovida por François Hollande depois do ataque contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo e um supermercado judaico na capital francesa.