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Internacional

Manifestantes de Hong Kong obrigados a sair até quinta-feira

Um homem percorre a zona das barricadas montadas pelos manifestantes pro-democracia. O ultimato diz que têm de abandonar o local até quinta-feira.

Athit Perawongmetha / Reuters

Os manifestantes pró-democracia de Hong Kong receberam um ultimato para abandonar um dos principais locais dos protestos até quinta-feira. A decisão é do Tribunal Superior e as autoridades locais já estão a preparar a ação. 

Admiralty, no coração do bairro de negócios de Hong Kong, é um dos principais palcos das manifestações pró-democracia. Desde 28 de setembro, data em que se iniciaram os protestos, que a auto-estrada que atravessa o local foi invadida por tendas. O Tribunal Superior divulgou esta terça-feira um ultimato aos manifestantes, que devem retirar-se até quinta-feira.

Apesar da diminuição significativa de pessoas nas ruas de Hong Kong desde fim de setembro, os protestos mantiveram-se em dois locais principais: Admiralty, junto ao complexo governamental, e outro, de menor dimensão, no distrito comercial de Causeway Bay.

"O nosso objetivo é limpar todas as estradas ocupadas e reabrir o tráfico", segundo as declarações de um agente da autoridade de Hong Kong reveladas pelo diário britânico "The Guardian". A ação de quinta-feira contará com a presença de cerca de 7.000 agentes, mas serão realizados anúncios anteriormente, para dar aos ocupantes tempo para se retirarem. Também Causeway Bay pode ser alvo desta ação. 

As autoridades de Hong Kong e Pequim informaram os manifestantes que os protestos são ilegais e que não contribuem para as reformas que solicitam. Os ativistas, que são na sua maioria estudantes, contestam uma decisão de Pequim que limita o sufrágio universal naquele território, e em que os candidatos a chefe do Executivo em 2017 são pré-selecionados por um comité, como insiste o Governo central chinês.