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Internacional

Manifestantes de Hong Kong desmobilizam

Os fundadores do movimento de desobediência civil Chan Kin-man, Benny Tai e Chu Yiu-ming na conferência de imprensa em que anunciaram a sua rendição, esta terça-feira

Bobby Yip / Reuters

Enquanto os fundadores do movimento Occupy Central apelaram à desmobilização, o líder estudantil Joshua Wong pediu para os manifestantes se reagruparem no centro da cidade. 

Os três fundadores do movimento de desobediência civil de Hong Kong, Occupy Central, apelaram terça-feira aos manifestantes para saírem das ruas, receando um aumento dos confrontos com a polícia.

Os professores Benny Tai Yiu-ting e Chan Kin-man e o padre Chu Yiu-ming acrescentaram que iriam entregar-se simbolicamente à polícia na quarta-feira, mas que a campanha de desobediência civil não iria terminar. Os três líderes sublinham que esta é "uma longa batalha" que continuará a ser travada por grupos cívicos e organizações pró-democracia e direitos humanos.

"Um Governo que precisa dos bastões da polícia é um Governo sem razão", afirmou o professor da universidade de Hong Kong, Benny Tai. "Em nome da segurança dos manifestantes e da nossa filosofia pacífica, ao rendermo-nos, pedimos aos estudantes que se retirem das ruas, para se enraizarem na comunidade e ampliarem o âmbito do movimento dos guarda-chuvas".

Estas declarações não coincidem com a posição do líder estudantil Joshua Wong, de 18 anos, expressa na segunda-feira. Se o objetivo é também a luta pela democracia, forçando Pequim a não condicionar futuras eleições em Hong Kong, em 2017 , a estratégia é outra. Wong anunciou uma nova forma de protesto - greve de fome -, pedindo aos manifestantes que se reagrupassem no centro da cidade.  

"Em vez de sofrermos com os bastões e o gás lacrimogéneo, queremos usar os nossos corpos doutra forma para atrair a atenção para a nossa luta", declarou o jovem estudante. "Não temos a certeza se a greve de fome abalará o Governo, mas esperamos que leve as pessoas a questionarem-se."

Na segunda-feira tinham ocorrido em Hong Kong os episódios mais violentos desde o início dos protestos, em setembro, o que levou ao encerramento de alguns edifícios governamentais.