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Malásia diz que deteve grupo que pretendia lançar ataques terroristas

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O grupo pretendia efetuar ataques terroristas em Kuala Lumpur

Buzuki Muhammad/Reuters

A detenção de 17 pessoas - que alegadamente estariam a preparar atentados terroristas em Kuala Lumpur - é anunciada na semana em que o Parlamento debate um projeto de lei que prevê detenções por tempo indeterminado.

As autoridades malaias anunciaram a detenção, no domingo, de 17 pessoas, entre as quais duas recém-chegadas da Síria, que alegadamente tinham planeado ataques terroristas em Kuala Lumpur, capital e maior cidade do país.

O inspetor-geral da polícia, Khalid Abu Bakar, saudou o trabalho levado a cabo pelas forças antiterroristas, através de uma publicação na sua conta na rede social Twitter. Por enquanto não há mais informações sobre as detenções, mas um responsável policial indicou que irá ser lançado um comunicado oficial sobre a operação.

Desde o ano passado tem havido diversas detenções de malaios suspeitos de serem apoiantes do autodenominado Estado Islâmico (Daesh, na sigla árabe). Segundo dados oficiais, pelo menos 40 malaios viajaram para a Síria e para o Iraque para se juntarem às fileiras do movimento extremista, apesar de se temer que os números reais sejam superiores, de acordo com especialistas.

"Um zombie legal regressado do túmulo"

As últimas detenções ocorrem dias depois de o ministro da Administração Interna ter apresentado a proposta de duas novas leis antiterrorismo. O governante pretende reintroduzir as detenções por tempo indeterminado, sem julgamento, e a apreensão de passaporte de qualquer suspeito de apoio a atos terroristas, para evitar que saia do país. 

O deputado da oposição Nurul Izzah Anwar declarou, num comunicado, que a nova legislação poderá ser usada abusivamente contra os opositores do regime. Já o diretor-adjunto da organização de direitos humanos Humans Rights Watch para a Ásia, Phil Robertson, afirmou à agência Associated Press que "o projeto de lei antiterrorista é como um zombie legal regressado do túmulo da desacreditada e abusiva Lei de Segurança Interna".

As propostas de lei, que vão ser debatidas no Parlamento malaio esta semana, preveem ainda o agravamento das penas para atos relacionados com terrorismo, nomeadamente até 30 anos de prisão para aqueles que receberam treino e formação para terrorismo.