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Malala pede às 300 jovens raptadas na Nigéria que se mantenham "fortes"

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FOTO ODD ANDERSEN/AFP/Getty Images

Numa carta escrita às jovens raptadas em abril do ano passado na Nigéria, Malala Yousafzai, Nobel da Paz em 2014, pede  às raparigas para se manterem "fortes" e para nunca perderem a esperança.

Um ano depois do sequestro de cerca de 300 jovens na Nigéria pelo grupo extremista Boko Haram, a Nobel da Paz em 2014, Malala Yousafzai, escreveu uma carta às raparigas, tornada pública esta segunda-feira. 

"O meu nome é Malala. Sou uma paquistanesa da vossa idade e faço parte dos milhões de pessoas que vos aconchega, e à vossa família, nas nossas orações. Não conseguimos imaginar os horrores pelos quais já passaram, mas fiquem a saber disto: nunca vos esqueceremos", começa por escrever , acrescentando que todos os dias as autoridades nigerianas são pressionadas para resgatarem as jovens.

Malala cria, logo a seguir, um elo de ligação com as centenas de raparigas raptadas: "Como vocês, fui alvo dos fundamentalistas que não queriam que eu fosse à escola. Homens armados dispararam contra mim e mais duas amigas no autocarro escolar. Sobrevivemos e voltámos para a escola. Agora falamos em nome de todas as jovens que têm o direito de obterem uma educação apropriada." 

A paquistanesa Nobel da Paz refere ainda que em julho do ano passado reuniu-se na Nigéria com alguns familiares das vítimas e ainda com algumas colegas que escaparam ao sequestro. Lembrou que os seus familiares amam as jovens e sentem saudades das mesmas. "Eu e o meu pai prometemos aos vossos pais e às raparigas que escaparam que vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para os ajudar", escreve Malala. 

Já no final, a jovem de 17 anos deixou algumas palavras de esperança e otimismo. Garantiu que a tortura de que as raparigas têm sido vítimas no último ano irá terminar e que, em breve, vão reunir-se com as respetivas famílias e dar continuidade aos estudos. Até ao dia da libertação, Malala pede  que se mantenham "fortes" e que nunca percam a esperança.