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Mais de 100 mortos em ataques a mesquitas no Iémen

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Iemenitas por entre os destroços de uma das mesquitas atacadas esta sexta-feira

Mohammed Huwais/AFP

Pelo menos 126 pessoas terão morrido esta sexta-feira em Sanaa, num ataque reivindicado por um grupo próximo do Estado Islâmico (Daesh)

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

Mais de 100 pessoas morreram esta sexta-feira em três ataques bombistas, levados a cabo em duas mesquitas de Sanaa, capital do Iémen. As mesquitas eram habitualmente frequentadas pela minoria Houti xiita, que controla a capital desde setembro. 

Um representante do ministério do Interior já confirmou 120 mortos, 60 em cada mesquita, podendo o número vir a aumentar. Uma cadeia de televisão pertencente aos rebeldes Houtis avança que terão morrido 137 pessoas e que 345 terão ficado feridas. Segundo uma fonte médica no local, ouvida pela agência Reuters, é possível confirmar 126 mortos. 

O atentado não foi imediatamente reivindicado, mas um grupo que se afirma como o braço do Estado Islâmico (Daesh) no Iémen publicou mais tarde uma declaração online assumindo a responsabilidade.  

O comunicado, que fala numa "operação abençoada" contra "o covil dos xiitas" - segundo relata o jornal "Guardian" -, foi publicado no mesmo site onde outro grupo associado ao Daesh reivindicou o atentado de quarta-feira na Tunísia. Nenhuma das reivindicações foi ainda confirmada pelas autoridades oficiais. 

O Iémen atravessa um período conturbado, não tendo um chefe de Governo desde janeiro, altura em que os Houtis tomaram o controlo do palácio presidencial e colocaram o Presidente Abdu Mansour Hadi em prisão domiciliária.  

No início desta semana, o jornalista e apoiante dos rebeldes xiitas Abdulkarim al-Khaiwani foi assassinado e na quinta-feira registaram-se confrontos na cidade de Aden entre um grupo apoiante do Presidente deposto e os Houtis.