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Maduro pondera ir aos EUA desafiar Obama

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Nicolás Maduro exige que Barack Obama retifique as suas declarações e equaciona ir a Washington, desafiar o Presidente norte-americano

Carlos Garcia Rawlings / Reuters

O Presidente venezuelano respondeu às declarações de Barack Obama, que referiu a Venezuela como uma "ameaça à segurança nacional". Maduro exige que Obama retifique as suas declarações e diz que talvez vá a Washington desafiar o Presidente norte-americano. 

"Exigimos, por meio de todos os canais diplomáticos mundiais, que o Presidente Obama retifique e revogue o decreto imoral que declara a Venezuela uma ameaça para os Estados Unidos". Foi assim que o Presidente venezuelano Nicolás Maduro respondeu às afirmações do seu homólogo norte-americano, Barack Obama, que considerou a Venezuela uma "ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos".

Estas declarações podem ser lidas num comunicado emitido pela Casa Branca, esta segunda-feira. Na sequência das preocupações dos EUA face à "escalada de intimidação da oposição" por parte do regime de Maduro, Barack Obama decretou sanções contra sete indivíduos ligados ao regime venezuelano. As causas são alegada violação dos direitos humanos dos manifestantes que participaram nos protestos contra o Governo em 2014, dos quais resultaram pelo menos 43 mortos.

Nicolás Maduro ridicularizou as afirmações: "Tenho esperança que Obama seja atingido por um raio de luz que o converta novamente no jovem de Chicago", ironizou. "Era conveniente que Obama desse um passeio por Detroit, Chicago, e voltasse a ver as suas ruas, porque os lóbis de Washington têm-no amordaçado, controlado e sequestrado". O sucessor de Hugo Chávez exigiu provas da ameaça da Venezuela à segurança dos EUA, acusando-os de apoiar os golpistas e preparar uma intervenção militar no país.

Maduro afirmou que irá organizar uma "Expo Washington", à semelhança da "Expo Venezuela da Verdade" inaugurada em março em Madrid, para mostrar que "a ameaça não está na Venezuela".

"Talvez apareça em Washington nessa exposição, para dar a cara pelo meu país e dizer a Washington que está a cometer erros graves", referiu Maduro, esta quinta-feira, na inauguração da Feira Internacional do Livro da Venezuela. Após o incidente, a Venezuela já recebeu mensagens de apoio de vários aliados, entre eles a Rússia e a Argentina.