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Maduro chama assassino a Aznar

Nicolás Maduro, no Palácio de Miraflores, em Caracas, de onde proferiu acusações graves contra o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar

EPA

As acusações do Presidente venezuelano não foram bem recebidas pelo Governo de Madrid.

Sete anos depois do famoso "por qué no te callas?", uma tirada do anterior rei de Espanha Juan Carlos dirigida ao ex-Presidente da Venezuela Hugo Chávez durante a Cimeira Ibero-Americana, no Chile, regressa a tensão entre altos representantes dos dois países.

Desta vez, os protagonistas são Nicolás Maduro, atual Presidente da Venezuela, e o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar. O primeiro acusou o segundo de ter sido responsável pela morte de mais de 1.200.000 pessoas, vítimas da invasão do Iraque, em 2003, levada a cabo pelos Estados Unidos e seus aliados.

"Já não lhes basta terem destruído o Iraque. 1.200.000 mortos no Iraque por culpa de Aznar, o assassino de Espanha, sangrento assassino de Espanha, o ex-Presidente espanhol Aznar. Assassino, assim lhe chamo, porque é o responsável pela morte de 1.200.000 iraquianos. Porque ele promoveu a guerra juntamente com Bush", afirmou Maduro esta sexta-feira, durante um ato público no Palácio de Miraflores, em Caracas, sede da presidência venezuelana.

Espanha emite comunicado 

Espanha não gostou do que ouviu, e este sábado o Governo de Mariano Rajoy reagiu às declarações do chefe de Estado venezuelano através de um comunicado no qual qualifica de "deploráveis" e "inaceitáveis" as palavras de Maduro. Rajoy manifestou ainda o seu "total apoio e solidariedade ao ex-chefe do Governo espanhol" José María Aznar.

No comunicado pode ainda ler-se que "este tipo de desqualificações, falsidades e calúnias sobre autoridades e líderes políticos espanhóis são, infelizmente, demasiado frequentes por parte do Governo da Venezuela".

As declarações proferidas por Maduro "são injustificadas, sem fundamento e inadequadas aos profundos laços de amizade que uniram" a Espanha e a Venezuela ao longo da história, considera o Governo espanhol.

O incidente diplomático deverá ter desenvolvimentos em breve, uma vez que, segundo "El País", o Executivo espanhol já pediu explicações pelo sucedido à embaixada venezuelana em Madrid.