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LuxLeaks. Juncker atuava como "parceiro de negócios" da Amazon

Para aumentar mais a pressão sobre Juncker, surgiram esta semana novos documentos que revelam mais empresas envolvidas nos negócios de evasão fiscal no Luxemburgo.

VINCENT KESSLER/REUTERS

Presidente da Comissão Europeia vê a pressão aumentar depois de terem sido divulgados novos documentos que provam a existência de mais empresas envolvidas nos negócios de evasão fiscal no Luxemburgo no tempo em que era primeiro-ministro. Um ex-diretor do departamento financeiro da Amazon diz que Juncker "ajudava a resolver problemas".  

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia e antigo primeiro-ministro luxemburguês, é novamente alvo de acusações relacionadas com o caso LuxLeaks. Além de novos documentos que revelam mais empresas envolvidas nos esquemas de evasão fiscal, um antigo diretor do departamento fiscal da Amazon alega que Juncker procurou a empresa para a incentivar a utilizar as vantagens fiscais do seu país.

O jornal britânico "The Guardian" divulga esta quinta-feira declarações de um antigo diretor da Amazon a um jornal luxembruguês. Bob Confort confirma que "o Governo do Luxemburgo se apresentou como um parceiro de negócios, o que ajudava a resolver problemas". As declarações foram feitas no verão, ainda antes de o escândalo LuxLeaks ter vindo a público.

Confort desvalorizou as acusações de fuga aos impostos defendendo que "as empresas multinacionais seguem as regras do sistema bilateral". Reformou-se este verão e é agora cônsul honorário do Luxemburgo em Seattle, nos Estados Unidos.

Para aumentar a pressão sobre Juncker, surgiram esta semana novos documentos que revelam mais empresas envolvidas nos negócios de evasão fiscal no Luxemburgo. Amazon, Skype e Koch são as multinacionais referidas nesses documentos, juntando-se a todas as que estabeleceram acordos com o Governo luxemburguês para pagarem menos impostos.

As acusações agora divulgadas vêm comprometer ainda mais Juncker, que no mês passado venceu uma moção de censura contra a sua Comissão no Parlamento Europeu. O ex-primeiro ministro luxemburguês, que geriu o país de 1995 a 2013, período em que muitos dos alegados acordos foram celebrados, negou ser o arquiteto do modelo luxemburguês, porque, afirma, é "um modelo que não existe".