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Lufthansa reforça medidas de segurança no cockpit

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FOTO EPA

Depois de várias companhias aéreas terem reforçado as regras de segurança nas cabines de pilotagem, chegou a vez da Lufthansa, dona da Germanwings.

A Lufthansa, que detém a companhia de baixo custo Germanwings (envolvida no acidente nos Alpes), decidiu esta sexta-feira juntar-se ao grupo das companhias aéreas que reforçam as medidas de segurança no cockpit. E quer fazê-lo "o mais rapidamente possível", afirmou o CEO Carsten Spohr. Isto depois de ter afirmado, quinta-feira, que não via necessidade de reforçar a segurança. 

Em causa está a obrigação de manter, sempre e em qualquer circunstância, duas pessoas no cockpit - depois de o copiloto Andreas Lubitz ter bloqueado a entrada no cockpit ao comandante do voo, que se tinha ausentado momentaneamente, e de ter destruído intencionalmente o avião. 

Ao implementarem estes novos procedimentos de segurança - que até agora ainda não são obrigatórios na Europa, mas já o são nos Estados Unidos -, estas companhias podem estar a tentar evitar processos judiciais. Além da indemnização que pode ir até 157.400 dólares (143.576 euros) por cada passageiro que morre, as companhias podem ainda ter que lidar com processos judiciais. Vários advogados que representaram famílias em anteriores desastres de aviação garantiram à Reuters que eventuais processos contra as companhias aéreas podem focar-se no facto de a Germanwings não ter examinado corretamente o copiloto e de esta não ter uma política que obriga a que estejam pelo menos duas pessoas no cockpit.  

Além desta alteração, a Lufthansa adicionou competências ao principal responsável pelo cumprimento das regras de segurança que passa agora a reportar diretamente ao CEO do grupo, Carsten Spohr.  

O anúncio da Lufthansa surge a reboque das medidas apresentadas por outras companhias, entre as quais a Easyjet, Norwegian, Air Transat e Icelandair. Assim, "se um dos pilotos tiver que sair da cabina de pilotagem por qualquer motivo (para ir à casa de banho, por exemplo), outro membro da tripulação deverá ocupar o seu lugar até que este volte", explicou à agência France Presse o porta-voz da companhia norueguesa de baixo custo, Thomas Hesthammer.

Atualmente, as regras para a aviação civil europeia não obrigam a presença permanente de duas pessoas no cockpit quando um dos seus tripulantes tenha que se ausentar. No entanto, a Finnair já aplicava esta medida de segurança reforçada, explicou esta quinta-feira Päivyt Tallqvist, o porta-voz da companhia filandesa. 

Na sequência do acidente da Germanwings, Portugal também alterou as regras.