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Lufthansa e EUA afastam hipótese de terrorismo na queda de avião nos Alpes

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Equipas no terreno já encontraram alguns destroços e recuperaram uma das caixas negras do avião

FOTO REUTERS

A companhia aérea alemã diz que não há outra teoria que possa explicar a queda do avião da Germanwings sem ser a de um acidente. Também os EUA rejeitam a  possibilidade de terrorismo. O primeiro-ministro francês tinha dito anteriormente que nenhuma hipótese era de excluir.

A Lufthansa, dona da Germanwings, afastou a hipótese de terrorismo na origem da queda do avião nos Alpes franceses, que resultou na morte de todas as pessoas que seguiam a bordo - 150.

"Por agora, podemos dizer que se tratou de um acidente. Não há nada que possamos dizer neste momento. Tudo o resto será especulação", afirmou Heike Birlenbach, vice-presidente da área de vendas e serviços da Lufthansa na Europa, numa conferência de imprensa no aerporto de Barcelona - o voo ligava a cidade espanhola a Düsseldorf.

Os Estados Unidos recusaram igualmente a tese de um ataque terrorista. "Não há indicação de terrorismo neste momento", declarou Bernardette Meehan, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, citada pela AP.

A Casa Branca já manifestou as condolências pelas vítimas, garantindo que se mantém em contacto com as autoridades francesas, alemãs e espanholas. "Queremos expressar o nosso profundo pesar às famílias das 150 pessoas a bordo do avião que se despenhou nos Alpes franceses e oferecemos o apoio para investigar esta tragédia", disse o  porta-voz do departamento do Estado norte-americano.

A Lufthansa e os EUA desmentem assim a tese do primeiro-ministro francês, que declarou esta manhã na Assembleia Nacional que "nenhuma hipótese podia ser descartada". O governante francês sugeria que a possibilidade de terrorismo não podia ser excluída, uma vez que as condições climatéricas eram favoráveis se o aparelho tinha sido alvo de uma inspeção na segunda-feira.

Operação nos Alpes pode durar vários dias

Segundo o relato das primeiras equipas de resgate que chegaram ao local do acidente, foram encontrados centenas de corpos escondidos entre "montes de destroços". As autoridades francesas dizem acreditar que a operação de recuperação dos cadáveres pode durar vários dias, devido aos difíceis acessos à zona e às más condições climatéricas, com muita neve e previsões de tempestades.

O porta-voz do ministro francês do Interior, Pierre-Henry Brandet, sublinhou que é esperada uma "longa e difícil operação de resgate" face às dificuldades de aceder ao local.  

Também o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmer, que sobrevoou o local de helicóptero, falou num "cenário de horror".

O avião da Germanwings, que partiu esta manhã de Barcelona com destino a Düsseldorf, desceu de altitude durante oito minutos antes de se despenhar próximo da localidade de Barcelonnette, na região de Digne-les-Bains, nos Alpes franceses, com 144 passageiros e seis tripulante a bordo.