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Líder do grupo terrorista Al Shabaab morto num ataque de drone

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O atentado de 2013 ao Westgate Mall, reivindicado pelo grupo de radicais islâmicos Al Shabaab, causou a morte de 67 pessoas e 175 feridos.

Goran Tomasevic / Reuters

Adnan Garar era responsável pela coordenação das operações externas do grupo que visavam cidadãos ocidentais e esteve envolvido no atentando de 2013 ao Westgate Mall, centro comercial em Nairóbi, no Quénia. 

Um dos líderes do grupo extremista islâmico Al Shabaab, Adnan Garar, suspeito de estar envolvido no atentado de 2013 ao Westgate Mall, centro comercial em Nairóbi, capital do Quénia, foi morto num ataque com um drone no sul da Somália, confirmou esta quarta-feira um funcionário do Pentágono. 

Adnan Garar era membro dos serviços secretos do grupo terrorista, e responsável pela coordenação das operações externas que tinham como alvo cidadãos ocidentais, segundo a mesma fonte. O veículo em que circulava foi atingido, na passada quinta--feira, dia 12 de março, com um drone nos arredores de Diinsoor, no sul da Somália.

"Garar representava uma enorme ameaça para a região e para comunidade internacional, e esteve ligado ao ataque que vitimou dezenas de pessoas no centro comercial de Nairóbi. A sua morte constitui um rude golpe para a Shabaab", afirmou um porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, citado pelo "Guardian". 

O atentado de 2013, que causou a morte de 67 pessoas (entre as quais se encontravam seis britânicos) e 175 feridos, foi reivindicado pelo grupo de radicais islâmicos. Na altura, suspeitava-se que Samantha Lewthwaite, viúva de Germaine Lindsay (um dos quatro bombistas suicidas dos atentados de 7 de julho de 2005, em Londres), estivesse também envolvida no ataque. 

O grupo de radicais, com ligações à Al-Qaeda, tem sido responsável por ataques em ruas, mercados e prisões.