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Líder do Estado Islâmico gravemente ferido

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Imagem divulgada em janeiro de 2014 pelo Ministério da Administração Interna do Iraque como sendo de Abu Bakr al-Baghdadi

O autointitulado califa Abu Bakr al-Baghdadi ficou gravemente ferido num ataque aéreo em março, assegura o "The Guardian", que cita uma fonte com ligações à organização terrorista.

O líder do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) ficou gravemente ferido num ataque aéreo em março no ocidente do Iraque, junto à fronteira com a Síria, noticia o "The Guardian". Enquanto recupera dos ferimentos, o autointitulado califa Abu Bakr al-Baghdadi não controla as operações desta organização terrorista, assegura o jornal britânico.

Segundo uma fonte com ligações ao Daesh (acrónimo em árabe para Estado Islâmico do Iraque e do Levante) contactada pelo "The Guardian", os ferimentos sofridos por Baghdadi chegaram a pôr em risco em vida dos chamado "jiadista invisível", mas atualmente já estará em recuperação. Os principais responsáveis pelo grupo radical islâmico chegaram a reunir de emergência para nomear um novo líder.

Duas fontes oficiais - um diplomata ocidental e um conselheiro iraquiano - confirmaram em separado que o ataque em que al-Baghdadi ficou gravemente ferido aconteceu a 18 de março, e terá provocado a morte a três outros altos responsáveis do Daesh.

De acordo com o diplomata ocidental contactado pelo "The Guardian", os aviões da coligação liderada pelos Estados Unidos atacaram uma coluna formada por três automóveis entre a localidade de Umm al-Rous e al-Qaraan, junto à fronteira com a Síria. Na altura, sabia-se que nos veículos seguiam líderes do Daesh mas ninguém fazia a mínima ideia de que, entre estes, estaria o autointitulado califa.

Uma outra fonte conhecedora dos hábitos de Baghdadi disse ao jornal que este escolheu o distrito de al-Baaj, 320 quilómetros a oeste de Mossul, praça forte do Daesh, para viver porque sabia que "os americanos não controlavam esta zona".

Al-Baaj é uma região controlada pelos sunitas que já no tempo de Saddam Hussein, também ele um sunita, permanecia fora do controlo das autoridades iraquianas, sendo considerada a partir de 2004 um santuário para os jiadistas, lembra o "The Guardian".

Segundo Departamento de Estado norte-americano, que oferece dez milhões de dólares (9.2 milhões de euros) por informações que permitam detê-lo, al-Baghdadi (nascido em Samarra, no Iraque, em 1971) terá estado envolvido em diversas ações terroristas a partir de 2011 entre os quais se destaca o atentado com bombistas suicidas ao Ministério da Justiça de Bagdade em março 2013, ou o ataque à prisão de Abu Ghraib, também nos arredores da capital iraquiana em junho do mesmo ano.

Durante a guerra no Iraque, Abu Bakr al-Baghdadi esteve quatro anos detido em Camp Bucca prisão administrada pelos Estados Unidos no sul do país, tendo sido libertado em 2009. No ano seguinte ascendeu à liderança da Al-Qaeda no Iraque, após o anterior chefe da organização ter sido abatido por forças americanas.