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Líder do Estado Islâmico continua em estado muito grave

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Reuters

Fontes próximas do grupo radical confirmaram ao "The Guardian" que Abu Bakr al-Baghdadi pode não voltar a liderar o autoproclamado Estado Islâmico. O líder ficou ferido durante o ataque aéreo lançado a 18 de março pela coligação liderada pelos Estados Unidos.

Helena Bento

Jornalista

O líder do autoproclamado Estado Islâmico (EI) continua em estado muito grave, depois de ter sido atingido num ataque aéreo em março no oeste do Iraque, junto à fronteira com a Síria. 

Três fontes próximas do grupo radical confirmaram ao "The Guardian" que Abu Bakr al-Baghdadi pode não voltar a liderar o EI, devido à gravidade dos ferimentos.

O autoproclamado califa do mundo muçulmano ainda não recuperou das lesões na coluna vertebral com que ficou depois de ter sido atingido no ataque aéreo lançado a 18 de março pela coligação liderada pelos Estados Unidos, que terá provocado a morte a três outros altos responsáveis do EI.

Na altura, o Pentágono negou ter conhecimento de que entre as vítimas do ataque aéreo - que ocorreu entre a localidade de Umm al-Rous e al-Qaraan, junto à fronteira com a Síria, e teve como alvo três automóveis onde circulavam líderes do grupo radical - estivesse Abu Bakr al-Baghdadi.

Outras fontes que não quiseram identificar-se revelaram ao jornal britânico que uma radiologista, que trabalha habitualmente num dos principais hospitais da cidade de Mossul, assim como um cirurgião, prestaram cuidados médicos a Abu Bakr al-Baghdadi. 

Um residente de Mossul revelou que  tanto a radiologista como o cirurgião são apoiantes do grupo radical. "Os filhos da mulher trabalham no hospital e andam armados", disse, acrescentando que o cirurgião não é "muito conhecido", mas está "absolutamente" do lado do grupo. Até porque a sua filha, garantiu o residente, casou-se com um salafista e prometeu ter "tantos filhos quanto lhe fosse possível" para que estes venham a combater os inimigos do Islão.

Abu Bakr al-Baghdadi, continua, no entanto, a ser assistido por outros dois médicos, que o visitam regularmente num local cujas coordenadas têm sido mantidas em segredo.

Abu Alaa al-Afri, professor de Física e membro antigo do autoproclamado Estado Islâmico, foi nomeado líder provisório do EI. Hisham al-Hashimi, conselheiro do Governo iraquiano, garente que os membros do grupo radical têm "muita confiança" em Al-Afri. "Ele é inteligente e um bom líder e administrador. Se Babhdadi acabar por morrer, ele vai liderá-los", referiu, citado pelo "The Guardian". 

Fontes ligadas ao autoproclamado Estado Islâmico relevaram ainda ao jornal britânico que os ataques lançados pela coligação liderada pelos Estados Unidos provocaram muitas baixas entre os membros do grupo, fortalecendo assim o seu desejo de vingança. "Eles estão a planear um ataque contra a Europa", revelou uma dessas fontes. "Eles querem vingar Abu Bakr al-Baghdadi".