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Libertados reféns raptados pelas FARC

O general Ruben Alzate (à dta.) recebeu a visita do ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzon (à esq.), pouco depois de ter sido libertado

Reuters

Os três reféns foram entregues a elementos da Cruz Vermelha. O Presidente colombiano fez saber que há condições para reatar as conversações de paz.

O general Ruben Dario Alzate e as duas pessoas que com ele tinham sido raptadas há duas semanas, pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), foram libertadas este domingo. Os reféns foram entregues pelas FARC a elementos da Cruz Vermelha, numa área remota de selva, na província de Choco. Daí foram levados para uma base militar nas proximidades da cidade de Medellín, antes de se voltarem a reunir com as suas famílias.  

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que a libertação do militar "ajuda a criar uma atmosfera favorável para o avanço das negociações". Após o rapto de Alzate, a 16 de novembro, o Presidente Santos anunciou que as conversações que decorrem em Havana permaneceriam suspensas até que os três reféns fossem libertados.

No entanto, as FARC já se mostraram descontentes com a forma como o Governo lidou com o caso. "Não podemos ficar nas mãos do Governo, que decide quando suspende e quando reata as negociações", informou o representante da guerrilha, Jesus Santrich, aos microfones do canal venezuelano Telesur. Ainda não foi determinada nova data para o reinício das conversações", avisou.

Os rebeldes presentes em Havana já fizeram saber que o processo de paz - iniciado há dois anos - que teve um avanço tão significativo, "não poderá ficar refém dos atos impensados e apressados" do Governo e de Santos.

As FARC justificaram o rapto do general Alzate, do cabo Jorge Rodriguez e da advogada Gloria Urrego como um ato de represália pela continuação das operações militares contra os guerrilheiros durante as conversações de paz.

As forças revolucionárias colombianas têm pedido que seja acordado um cessar-fogo enquanto decorrerem as negociações. Só que o Governo tem vindo a rejeitar esta proposta por temer que as tréguas possibilitem o reagrupamento e rearmamento do grupo.