Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Libertados jornalistas da Al-Jazeera detidos no nordeste da Nigéria

  • 333

Os jornalistas foram autorizados a deixar o hotel onde estavam detidos e a regressar às instalações da Al-Jazeera, em Abuja, capital da Nigéria.

Dois jornalistas nigerianos da Al-Jazeera, detidos a 24 de março no nordeste do país pelo exército, que realizava operações contra os islamitas radicais do Boko Haram, foram libertados, anunciou este domingo a cadeia de televisão do Qatar.

Ahmed Idris, jornalista, e Mustapha Ali, produtor, ficaram confinados ao hotel em que estavam hospedados, em Maiduguri, capital do estado de Borno, depois de terem sido "encontrados em zonas onde estavam em curso operações militares", de acordo com o exército nigeriano.

"Ahmed Idris e Mustapha Ali foram autorizados a deixar o hotel de Maiduguri, onde estavam detidos, e estão já de regresso às instalações da Al-Jazeera em Abuja", capital da Nigéria, de acordo com o comunicado da cadeia, que não especifica a data da libertação dos jornalistas.

"Estamos felizes que o calvário de Ahmed e Ali tenha terminado. Eles têm pressa de estar com a família. Sei que os dois querem agradecer a todos aqueles que possibilitaram a sua libertação, como as ONG (organizações não governamentais), políticos e colegas jornalistas", disse o diretor de informação da Al-Jazira em inglês, Salah Negm. 

Os dois jornalistas foram detidos no hotel quando regressavam de filmagens sobre o exército na região, alguns dias antes das eleições presidenciais e legislativas de 28 de março. Todo o material dos dois jornalistas foi confiscado pelas autoridades. 

De acordo com o exército, os dois homens foram "vistos a deslocarem-se a vários sítios, incluindo zonas de acesso limitado nos estados de Yobe e Borno, operando sem medidas de segurança, acreditações ou autorizações adequadas". 

A Al-Jazeera garantiu que Idriss e Ali "tinham todas as acreditações necessárias para trabalhar sobre as eleições nigerianas" e "acabavam de terminar de filmar uma reportagem sobre o exército, com autorização". 

O exército nigeriano não comentou, até ao momento, a libertação dos dois jornalistas. As forças armadas da Nigéria mantêm relações tensas com os media, sobretudo internacionais, que acusam de noticiar uma visão deturpada das operações contra os terroristas islamitas do Boko Haram.