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Internacional

Lavas caminham em direção ao povoado de Fernão Gomes

A maioria das casas da povoação de Bangaeira foram destruídas pelas lavas do vulcão

Isabel Marques Moreira/Lusa

Povoação de Bangaeira foi "duramente afetada" pelas lavas do vulcão na ilha do Fogo. Governo de Cabo Verde garante que "a monitorização da atividade eruptiva mantém-se apertada".

As lavas da erupção vulcânica na ilha do Fogo, em Cabo Verde, que atingiram no domingo a povoação de Bangueira e destruíram a maioria das casas, estão a avançar esta segunda-feira em direção à localidade de Fernão Gomes.

"As lavas já saíram de Bangaeira, percorreram a 300 metros do povoado e, ao que tudo indica, estão em direção a Fernão Gomes", refere o Gabinete de Comunicação e Imagem do Governo.

Segundo a mesma fonte, a povoação de Bangaeira foi "duramente afetada" pelas lavas, embora sublinhe que algumas casas que estavam a um nível mais alto não foram destruídas.

No domingo, "no desnível entre Portela e Bangaeira formou-se quatro rios de lavas e esta, depois de descer deste desnível", frisou.

Informa ainda que existem neste momento dois rios de lavas, mas com um caudal mais estreito do que o verificado no domingo.

O Governo caboverdeano garante que "a monitorização da atividade eruptiva mantém-se apertada pelas equipas que se encontram no terreno", frisando que nesta altura os técnicos da Proteção Civil se encontram a 1700 metros de altitude.

A ministra da Administração Interna, Marisa Morais, admitiu no domingo que as autoridades estão preparadas para um "cenário pior" na ilha do Fogo, explicando que a duração da erupção vucânica poderá rondar os 56 dias, em linha com a situação de 1995.

A prioridade neste momento, disse a governante, é assegurar o realojamento dos cidadãos que tiveram que ser retirados das suas casas e o apoio à população atingida pela catástrofe. A Fragata portuguesa Álvares Cabral encontra-se no local para ajudar as autoridades de Cabo Verde nesta operação.

Entretanto, foram criados Centros de Acolhimento em Achada Furna e em Monte Grande com vista ao realojamento dos cidadãos que tiveram que sair das suas casas , no entanto, de acordo com o jornal caboverdeano " A Semana", a maioria dos habitantes de Chã das Caldeiras já não se encontram nesses centros, mas em casas construídas nas duas localidades há 19 anos, na sequência da última erupção vulcânica na ilha.