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Internacional

Kerry foi à Arábia Saudita garantir que tem o Irão debaixo de olho

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Secretário de Estado dos EUA de visita à Arábia Saudita

Evan Vucci/REUTERS

O secretário de Estado norte-americano garantiu que a Administração Obama não vai desviar as atenções das ações do Irão na região do Golfo.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, está desde quarta-feira em Riade. Esta quinta-feira, esteve reunido durante uma hora com o Rei da Arábia Saudita, Salman Al Saud.

A visita teve por objetivo acalmar as preocupações existentes relativamente ao acordo nuclear com o Irão, bem como discutir a instabilidade vivida no Iémen e noutros países do Médio Oriente. Na véspera, Kerry manteve conversações com o ministro das Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, na Suíça.

Numa conferência de imprensa, esta quinta-feira, depois do encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Prince Saud al-Faisal, Kerry afiançou que a administração Obama não permitirá qualquer "intervenção" do Irão na região do Golfo. "Não tiraremos os olhos de qualquer ação destabilizadora do Irão", garantiu.

Prince al-Faisal, por seu lado, manifestou os receios das nações árabes perante os esforços do Irão para exercer a sua influência na região, que poderá aumentar à medida que as sanções económicas impostas ao país vão sendo levantadas, no âmbito do acordo nuclear.

As nações árabes da região estão preocupadas que o levantamento das sanções ao Irão possibilite que o país envie armas e forças paramilitares para ajudar o exército do Presidente sírio Bashar al-Assad. Por outro lado, temem ainda um aumento do apoio aos rebeldes houthi, no Iémen, e ao grupo libanês Hezbollah.

As autoridades norte-americanas revelaram que Kerry terá como principal missão demonstrar que as questões de segurança continuam a ser uma prioridade para os Estados Unidos, assim como garantir o apoio à Organização das Nações Unidas (ONU) para permitir o diálogo no conflito político do Iémen.

Recorde-se que o Iémen vive uma crise política que ameaça dividir o país.