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Jiadistas atacam hotel na capital da Somália e deixam dez mortos

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As autoridades locais estão a tentar entrar dentro do hotel atacado pelos militantes do grupo terrorista al-Shabaab

FOTO FEISAL OMAR/ REUTERS

Ataque começou com um bombista suicida a detonar explosivos à entrada do hotel em Mogadíscio. O grupo islâmico Al-Shabaab mantém-se dentro do edifício. Seis extremistas foram mortos. Supõe-se que só restem três outros.

Militantes do grupo extremista islâmico Al-Shabaab tomaram de assalto esta sexta-feira o hotel Maka al-Mukaram, na capital da Somália, Mogadíscio. Há pelo menos dez mortos e doze feridos até ao momento. O ataque ainda não terminou.  

A invasão começou quando um bombista suicida detonou explosivos à entrada da unidade hoteleira. Segundo a Reuters, neste momento há um tiroteio dentro do hotel, embora já tenham sido abatidos seis jiadistas e a intensidade dos disparos tenha diminuído.   

Os "Gaashaan" [que significa escudo] - uma força armada da Somália treinada pelos Estados Unidos -, em colaboração com as autoridades locais já conseguiram recuperar o controlo da maior parte do edifício. 

"O que existe agora são tiroteios esporádicos e granadas atiradas das janelas do segundo andar do hotel", afirmou o polícia Ismail Olow, citado pela Reuters. As autoridades supõem já ter abatido a quase totalidade dos invasores. "Acreditamos que os combatentes sejam, no total, nove. Seis deles já morreram. Faltam apenas três, que devem estar escondidos", afirmou Olow.



Vários oficiais do Governo encontravam-se no hotel quando o ataque teve início. No entanto, autoridades locais confirmaram à Reuters que a maioria já foi resgatada e que há doze feridos até ao momento, todavia sem especificar o estado das mesmas. Teme-se que o número de mortos aumente, uma vez que o ataque se mantém.

Logo após o início do atentado, Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz do Al-Shabaab, confirmava à Reuters a responsabilidade do grupo. O hotel Makka al-Mukarama já tinha sido atacado em novembro de 2013 pelos extremistas.