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Israel lança "exercício militar" na Cisjordânia

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O exército israelita mobilizou 13 mil soldados reservistas naquela que é a maior manobra militar do género dos últimos três anos. O gesto surge depois de as autoridades palestinianas terem anunciado que podem abandonar a cooperação pela segurança na Cisjordânia.

O exército israelita comunicou aos responsáveis palestinianos que vai levar a cabo um "exercício militar" que deverá decorrer ao longo de dois dias na Cisjordânia, com a participação de milhares de militares que irão testar a sua capacidade de reação perante eventuais ataques.

Cerca de 3000 soldados foram convocados para se apresentarem nas suas unidades e outros dez mil receberam mensagens telefónicas para se manterem alerta para o caso de uma "intervenção surpresa" do comando central que controla os territórios ocupados por Israel. O exercício envolverá forças terrestres, aéreas e serviços de informação que irão cooperar simulando intervenções em caso de sequestros, evacuações de feridos e outras.

Trata-se da maior operação militar do género levada a cabo por Israel nos últimos três anos e ocorre depois de as autoridades palestinianas terem anunciado que podem deixar de cooperar com o Estado hebraico para manter a segurança da Cisjordânia. Essa decisão seria uma retaliação por Israel ter cancelado, há dois meses, a transferência das verbas de impostos que recolhe em nome da Autoridade Palestiniana. Essa medida surgira depois de os palestinianos terem aderido ao Tribunal Criminal Internacional.

A Organização para a Libertação da Palestina tinha anunciado que iria reunir-se quarta-feira, em Ramallah, para estudar "as relações com Israel".

Uma porta-voz militar israelita negou contudo que a ocasião tivesse um motivo específico, dizendo que se integra no tipo de exercício que a tropa leva a cabo de tempos a tempos.

Estas manobras militares na Cisjordânia ocorrem numa altura em que Israel se prepara para as eleições gerais de 17 de março, nas quais o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tentará ser reeleito pelo Partido Likud.