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Internacional

Islândia retira candidatura à União Europeia

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O Governo islandês acredita que pode defender o interesse do seu país mais eficazmente se não fizer parte da UE. Mantém, porém, uma relação de cooperação estreita.

A decisão de não aderir à União foi tomada numa reunião de conselho de ministros realizada na terça-feira, mas apenas foi oficializada nesta sexta-feira e comunicadaatravés de um comunicado do ministro das Relações Exteriores, Gunnar Bragi Sveinsson.

Já foi comunicada às instituições da UE numa carta dirigida à Comissão Europeia e também pessoalmente numa reunião entre Sveinsson e ministro das Relações Exteriores da Letónia, Edgar Rinkevics, país que detém atualmente a presidência rotativa dos 28.

Apesar da decisão, Sveinsson fez questão de assegurar a Rinkevics o interesse do seu Governo em manter relações fortes de cooperação com a União Europeia.

O atual Governo acredita que pode defender os interesses do seu país de uma forma mais eficaz se não fizer parte da União. Recorde-se que, em 2008, o colapso bancário fez que a Islândia perdesse 8% da sua riqueza nos dois anos seguintes, seguido de um grande aumento na taxa de desemprego.

Em 2009, a Islândia havia solicitado formalmente a Bruxelas a sua adesao à UE. Nos anos seguintes, apesar da recuperação económica do país, surgiram várias divergências, o que dificultou o processo.

O Presidente islandês, Olafur Ragnar Grimsson, atribuiu parte dessa recuperação económica ao facto de ter ignorado os conselhos dos organismos internacionais, nomeadamente da Comissão Europeia, que queria aplicar medidas de austeridade.

A situação agravou-se em 2013, com a subida ao poder do atual Governo conservador liderado pelo primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson, até que as negociações foram congeladas.