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Iraque pede mais ataques aéreos para expulsar estado Islâmico de Tikrit

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Reuters

A cidade de Saddam Hussein possui um vasto complexo de palácios que estão a servir de refúgio para o autodenominado Estado Islâmico (Daesh). Há quatro dias que se arrasta sem êxito uma ação das forças iraquianas. 

Altos responsáveis militares iraquianos pediram esta segunda-feira mais ataques aéreos contra a cidade de Tikrit. Ao fim de quatro dias de combates, reconhecem que ainda não conseguiram tomar a cidade ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh), que tem usado bombas artesanais e armadilhas para defender as suas posições. 

As forças iraquianas e as milícias, sobretudo xiitas, avançaram na semana passada sobre a cidade-natal do antigo Presidente Saddam Hussein, que possui um vasto complexo de palácios que estão a servir de refúgio ao Daesh. 

"Precisamos de apoio aéreo de qualquer força que possa colaborar connosco contra o Daesh", afirmou o vice-ministro da Defesa iraquiano, Ibrahim al-Ilami, em declarações à agência Reuters. Escusou-se a especificar se o apelo é destinado à coligação liderada pelos Estados Unidos ou ao Irão, que também tem intervindo na região. 

Maior ofensiva do Iraque contra o Daesh

A coligação liderada pelos Estados Unidos tem estado ausente desta ofensiva, a maior a ser levada a cabo pelas forças iraquianas desde que o Daesh começou a tomar território no país, no verão passado. A organização extremista controla cerca de um terço do país, no qual se encontra a cidade de Tikrit. 

Mais de 20 mil militares e membros das milícias estão a participar numa operação que começou há duas semanas e que conta com o apoio do contingente relativamente pequeno de guerrilheiros sunitas da região. 

As forças governamentais controlam, a norte, o distrito de Qadisiya, bem como a zona circundante da cidade a sul e a oeste. Estão a tentar encurralar os jiadistas numa zona limitada pelo rio que atravessa Tikrit. 

"Nós temos estado a dizer que nós precisamos de mais apoio aéreo para todas as operações", afirmou o porta voz do primeiro-ministo, Raid Jubbouri à agência Reuters.