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Expresso

Internacional

Irão pede a formação de novo governo no Iémen

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O Presidente do Irão ofereceu ajuda para a formação de um novo governo no Iémen

EPA

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, ofereceu assistência na transição política. Quem não gostou da sugestão foi a Arábia Saudita que tem apoiado o atual Presidente e o Governo do Iémen.

Durante uma visita ao Cazaquistão, esta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, pediu a formação de um novo governo no Iémen. O ministro iraniano recordou o caso do Afeganistão, onde foi criado de raíz um novo sistema político, em 2001, durante a Conferência de Bona.

"Tive o privilégio de participar na Conferência de Bona, quando foi formado o Governo do Afeganistão. Na realidade, não fomos nós que o fizemos, foram os afegãos... Isso também pode ser feito no Iémen", disse Zarif, citado pela agência "Reuters".

O chefe da diplomacia iraniana mostrou-se disponível para apoiar o Iémen na transição política no país.

A Arábia Saudita não recebeu da melhor forma o discurso do responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros do Irão, pois tem sido uma das mais fortes aliadas do atual Governo iemnita, e considerou a sugestão como uma tentativa de expandir a influência iraniana na Península Arábica.

O avanço dos houthi sobre Áden, capital do Iémen, forçou o Presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi a abandonar o país e a fugir para Riade, e desencadeou uma série de ataques aéreos, liderados pela Arábia Saudita, com o objetivo de combater os rebeldes.

A tensão entre sauditas e iranianos não é de agora e tem alimentando os conflitos em países como o Iémen, a Síria e o Iraque.

Recentemente, o Irão proibiu, durante um ano, a Umra (peregrinação muçulmana a Meca), depois de seguranças do aeroporto de Jedá, na Arábia Saudita, terem sido acusados de violarem dois adolescentes iranianos. Os dois rapazes regressavam da peregrinação quando foram, alegadamente, violados.