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Internacional

Investigação acusa polícia de Ferguson de racismo

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Morte de Michael Brown desencadeou uma onda de protesto no país

Joshua Lott/Getty Images

O Departamento norte-americano de Justiça encontrou sinais de comportamento discriminatório na atuação dos agentes da localidade onde um jovem negro foi morto em agosto. Caso gerou uma onda de indignação, mas o polícia envolvido não vai ser processado.

A atuação da polícia de Ferguson revela um padrão racista, com os agentes a violarem regularmente os direitos constitucionais dos cidadãos, concluiu uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O relatório da pesquisa, determinada após a morte do jovem Michael Brown, em agosto, confirma as acusações recorrentes sobre os abusos da polícia local contra a comunidade negra, revela a imprensa norte-americana, citando fontes ligadas à investigação.

O documento cita exemplos. Entre 2012 e 2014, 93% dos detidos eram negros, tal como 85% dos automobilistas mandados parar pelos agentes de Ferguson. Em 88% dos casos relacionados com o uso de força policial, os suspeitos eram também afro-americanos, denuncia o "Washington Post".

Num comentário ao relatório, o procurador-geral dos EUA, Eric Holder, considera que é "hora de os líderes de Ferguson tomarem medidas" para acabar com a discriminação policial na cidade.

As conclusões da investigação surgem na altura em que o mesmo Departamento de Justiça entendeu não processar o agente que alvejou Michael Brown. A decisão é justificada pela alegada inexistência de provas que contrariem o testemunho de Darren Wilson, que disse ter disparado por temer pela sua segurança, e pela impossibilidade de confirmar, de forma irrefutável, que o jovem, desarmado, estava com as mãos no ar quando foi baleado.