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Iémen. Mais de 600 pessoas já morreram nos conflitos

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Em Áden, há relatos de intensos combates entre as forças leais ao Presidente e os rebeldes houthi

EPA

Pelo 15º dia consecutivo, a Arábia Saudita lidera os ataques aos rebeldes houthi no Iémen. A Organização Mundial da Saúde avança que pelo menos 643 pessoas morreram e mais de 2200 ficaram feridas. Ajuda médica começa a chegar esta quinta-feira.

Em Áden, no Iémen, entrou-se na terceira semana de combate aos rebeldes houthi, que já causou 643 mortos, mais de 2200 feridos e centenas de desalojados. A ajuda humanitária começou, entretanto, a chegar.

Esta quarta-feira, atracaram na cidade dois barcos carregados com mais de duas toneladas de equipamentos para assistência médica.

Os ataques aéreos, liderados pela Arábia Saudita destruíram centenas de edifícios. Vários relatos de testemunhas ao canal árabe "Al Jazeera" classificam a situação como catastrófica e muito crítica.

O conflito coloca frente-a-frente os rebeldes houthi e os grupos armados leais ao atual Presidente do Iémen, Abd Rabbo Mansur Had, apoiados por uma coligação internacional liderada pela Arábia Saudita. O chefe de Estado já teve de abandonar o país por razões de segurança.

O Irão tem sido acusado pelos sauditas e pelo Conselho de Cooperação do Golfo de fornecer armas e militares às forças rebeldes. O Presidente iraniano negou a acusação e pediu o fim dos ataques aéreos.

"Uma nação como o Iémen não pode permitir os bombardeamentos. Vamos todos pensar em acabar com esta guerra. Vamos pensar no cessar-fogo. Vamos preparar-nos para negociar", disse Hassan Rohani, citado pela "Al Jazeera".

Os houthi são um grupo de rebeldes xiitas, originário do norte do Iémen. Nos últimos anos ganharam poder e espalharam-se pelos mais diversos pontos do país, chegando mesmo a ocupar Sanaa, a capital do país, e o Palácio Presidencial.