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Homem atropelou onze pessoas em França enquanto gritava "Alá é Grande"

A França sofreu este fim de semana dois ataques relacionados com o extremismo islâmico

GUILLAUME SOUVANT/AFP

O homem, que vestia uma túnica branca durante o ataque, disse ainda que estava a agir "em nome das crianças da Palestina".

Um homem, nascido em 1974, atropelou este domingo ao início da noite vários peões na cidade francesa de Dijon, em cinco locais diferentes, ferindo onze pessoas, duas delas com gravidade. Estes dois feridos não correm risco de vida, avançam os meios de comunicação franceses.

O atacante, que segundo a polícia sofre de perturbações mentais e estaria a ser acompanhado num hospital psiquiátrico, seguia ao volante de um Clio. Segundo algumas testemunhas estariam no interior do veículo outros dois ocupantes, escreve o diário francês "Libération". Tudo aconteceu por volta das 20h (19h em Portugal) e os vários atropelamentos duraram cerca de meia hora.

Segundo uma fonte policial, o homem vestia uma "jalaba" (túnica branca usada por muitos muçulmanos) e gritou "Allahu Akbar", Deus é Grande em língua árabe.

Polícia francesa atacada por extremista

No sábado, a polícia francesa matou um outro homem em Indre-et-Loire que atacou três agentes com uma faca numa esquadra da polícia local.

Tratava-se de Bertrand Nzohabonayo, um francês convertido ao Islão, nascido em 1974 no Burundi. No momento do ataque, o homem gritou igualmente "Alá é Grande".

Este indivíduo manifestara, há poucos dias, "a sua radicalização" através de uma página de Facebook onde colocou "uma bandeira" do grupo radical do Estado Islâmico, segundo revelou o ministro do Interior Bernard Cazeneuve.