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Hillary Clinton está arrependida, mas garante que não violou a lei ao usar email pessoal

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Mike Segar/Reuters

Procurando dissipar a polémica em torno do facto de ter usado o seu email pessoal enquanto secretária de Estado, Hillary Clinton disse que tomou a iniciativa inédita de pedir ao Departamento de Estado que torne públicas as 55 mil páginas referentes a comunicações de trabalho que recebeu e enviou durante esse período.

"Teria sido provavelmente mais inteligente" ter recorrido a duas contas de email, em lugar de ter utilizado a sua conta pessoal também para os emails que enviou e recebeu enquanto secretária de Estado, afirmou esta terça-feira Hillary Clinton numa conferência de imprensa em que procurou dissipar a polémica surgida em torno da questão.

A ex-secretária de Estado e provável futura candidata democrata às presidenciais norte-americanas de 2016 fez questão de frisar que não violou a lei, uma vez que só posteriormente foi proibido aos funcionários do Estado usar emails pessoais para comunicações de trabalho. Garantindo por outro lado que não enviou informações sensíveis nessas comunicações e que não houve uma "quebra de segurança", pois o sistema do servidor privado de email a que recorreu foi criado quando o seu marido Bill Clinton foi Presidente, com o apoio dos serviços secretos.

Hillary Clinton diz que a sua caixa postal tinha cerca de 60 mil emails, entre enviados e recebidos, durante os quatro anos em que foi secretária de Estado, metade dos quais comunicações de trabalho que entregou ao Departamento de Estado, tendo apagado os restantes por serem relativos a comunicações pessoais, como por exemplo relativos ao casamento da sua filha, ao funeral da mãe ou às suas aulas de ioga.

"Ninguém quer que os seus email pessoais sejam tornados públicos e penso que a maioria das pessoas percebem e respeitam essa privacidade", afirmou.

Questionada sobre como se poderá ter a garantia de que apagou apenas emails não relacionados com as suas funções como secretária de Estado, Clinton alegou que é uma garantia similar à existente de que atualmente os funcionários estatais apenas usam o seu email profissional para os mails de trabalho.

Por outro lado, disse que  numa "iniciativa inédita" pediu ao Departamento de Estado para que torne públicas as cerca de 55 mil páginas dessas comunicações, que permitirão aos americanos ter um "insight muito interessante" sobre o trabalho que levou a cabo enquanto secretária de Estado.

Cerca de uma hora antes da conferência de imprensa, um porta-voz do Departamento de Estado indicou que estão a efetuar a análise dessas 55 mil páginas, numa tarefa que poderá levar vários meses até estar concluída.