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Guebuza demite-se da liderança da Frelimo

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O então presidente da Frelimo, Armando Guebuza, discursa durante a reunião do Comité Central do partido, a 26 de março

António Silva / Lusa

O presidente da Frelimo, Armando Guebuza, demitiu-se este domingo da liderança do partido no poder em Moçambique. Horas depois, Filipe Nyusi era eleito para o cargo. 

Armando Guebuza demitiu-se este domingo da liderança da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), o partido no poder em Moçambique, anunciou o porta-voz do partido, Damião José.

"O camarada presidente Armando Guebuza surpreendeu os membros do Comité Central e apresentou a sua demissão, que foi aceite", adiantou aos jornalistas Damião José. Em declarações aos jornalistas à margem dos trabalhos do Comité Central da Frelimo, que termina hoje, Damião José confirmou que Nyusi foi hoje escolhido para suceder a Armando Guebuza à frente do principal partido do país.

Com a demissão da liderança da Frelimo, Armando Guebuza deixa o palco político moçambicano, depois de ter sido Presidente da República durante dois mandatos, marcados pelo acentuar da tensão com a oposição e pelas descobertas de gás natural. 

Apesar de ter nascido no norte do país, Guebuza veio jovem para a capital e durante o liceu juntou-se à rede clandestina da Frelimo. 

Sai Guebuza, entra Nyusi 

Horas depois da demissão de Armando Guebuza, Filipe Nyusi era eleito para o substituir. Nyusi ganha o partido depois de ter sido eleito Presidente da República em outubro de 2014, sucedendo também a Armando Guebuza, que havia completado dois mandatos como chefe de Estado.

Logo após ter sido dado como vencedor das eleições de 15 de outubro, Nyusi prometeu pacificar o país: "A paz e a estabilidade são condições principais para o desenvolvimento de Moçambique, o grande objetivo do ciclo que queremos liderar é atingir o bem-estar do povo moçambicano". 

Embora filho de guerrilheiros, Nyusi apresentou-se sempre como um gestor e lidera agora o maior partido político do país sem ter como medalha política qualquer protagonismo na luta contra a colonização portuguesa.