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"Grupo de Bruxelas" discute plano de reformas grego

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Plano é discutido numa altura em que não existe qualquer perspetiva sobre a possibilidade de desbloquear o financiamento urgente de que a Grécia necessita

ALKIS KONSTANTINIDIS/REUTERS

Em Paris, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional analisam com as autoridades gregas o plano apresentado, que não convence os credores internacionais.

O plano de reformas grego vai ser discutido este sábado em Paris pelo "Grupo de Bruxelas", numa altura em que não existe qualquer perspetiva sobre decisões para desbloquear o financiamento de que Atenas necessita com urgência.

O "Grupo de Bruxelas", formado pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), vai discutir com as autoridades gregas o plano de reformas que não convence os credores internacionais.

A Comissão Europeia já fez saber que "não está satisfeita" com o nível dos progressos alcançado até ao momento acrescentando que falta um acordo a nível técnico para, "pelo menos", conseguir dos credores a autorização para o plano de reformas que deve vir a ser apresentado na próxima reunião dos países da zona euro, agendado para sexta-feira em Riga.

Por outro lado, em Washington decorre a reunião de primavera do Banco Mundial e do FMI com a presença do ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, e os homólogos europeus assim como os líderes das instituições credoras.

Na capital norte-americana encontram-se igualmente o comissário para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, assim como os presidentes do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem e do BCE, Mario Draghi com quem Varoufakis se reuniu na sexta-feira.

Dijesselbloem não tem previsto qualquer encontro com o ministro grego, segundo as fontes da EFE, apesar de admitirem que possa realizar-se uma reunião à margem da cimeira.

O ministro das Finanças alemãs, Wolfgang Schauble, como Moscovici, já demonstraram uma falta de perspetivas sobre um acordo entre Atenas e os parceiros da zona euro, em Riga e que consideram pouco realista uma mudança de posições em apenas uma semana.

Schauble disse na quarta-feira em Nova Iorque que "ninguém espera que se alcance uma solução" no dia 24 de abril e Moscovici afirmou ao Financial Times que as negociações com Atenas não foram demasiado efetivas até ao momento.

Moscovici disse mesmo que a reunião decisiva vai ser, provavelmente, o encontro agendado para o dia 11 de maio em Bruxelas e não o encontro da Letónia.

Este sábado, a revista alemã Der Spiegel refere que o governo grego prevê assinar com a Rússia um acordo na área da energia já na próxima semana o que pode garantir a Atenas entre três mil a cinco mil milhões de euros de pagamentos antecipados.

publicação que cita fontes da cúpula do Syriza, partido no poder na Grécia, refere que o acordo com Moscovo vai ser assinado na terça-feira e vai permitir a Atenas liquidez a curto prazo.

Até ao momento a notícia ainda não foi comentada.