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Grécia vai usar fundos de entidades públicas para cobrir necessidades urgentes

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Decreto-lei ordena a todas as entidades públicas a transferência das reservas financeiras ao Banco da Grécia. Governo de Alexis Tsipras espera conseguir mais de três mil milhões de euros nos próximos 15 dias.

O Governo grego publicou hoje um decreto-lei que ordena a todas as entidades públicas a entrega das reservas financeiras ao Banco da Grécia, de forma a fazer face às despesas.

"Com este ato, o Governo espera cobrir necessidades urgentes do Estado que ascendem a três mil milhões de euros nos próximos 15 dias", afirma o decreto, que precisa ainda de ser adotado pelo parlamento.



De acordo com fontes governamentais ouvidas pela agência EFE, trata-se de um instrumento utilizado em vários países da União Europeia, que se traduz nas chamadas operações de recompra, que permitem a um Estado pedir fundos emprestados por um período máximo de 15 dias a organismos públicos.

Desta forma, as entidades públicas transferem os seus fundos para o Banco da Grécia e, posteriormente, o Estado devolve o dinheiro, com os juros em vigor na instituição financeira.



O decreto hoje publicado exclui desta obrigação os fundos de pensões e algumas empresas estatais, bem como os organismos que necessitem de reservas para pagamentos imediatos.

O diploma tem um efeito retroativo a 17 de março, data em que se realizaram as primeiras operações deste tipo com as quais o Governo de Alexis Tsipras está a enfrentar os problemas imediatos de liquidez.

 

Entre as entidades que emprestaram já dinheiro estão o Metro de Atenas, com 150 milhões de euros; Ática (região administrativa que inclui a cidade de Atenas), que transferiu 110 milhões de euros; e a Agência de Emprego, com 80 milhões.



Atualmente, a Grécia só acede a fundos através do mecanismo urgente de liquidez do Banco Central Europeu.



Em maio, o país terá de devolver uma parte do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 747 milhões de euros, além do pagamento de salários e pensões que ascendem mensalmente a mais de 1.000 milhões de euros.